Homem que incitava ódio na internet é condenado a 41 anos de prisão

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Fonte: TV Globo
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Marcelo Valle Silveira de Mello é conhecido desde 2012, quando foi detido por ser um dos responsáveis por um blog que disseminava ódio contra negros, homossexuais, mulheres, nordestinos e judeus. Ontem (19), ele foi condenado a 41 anos, seis meses e 20 dias de prisão por incitar crimes de ódio e terrorismo e promover pedofilia na internet.

Mello foi preso em maio de 2018 durante a Operação Bravata, da Polícia Federal, e também era líder de um fórum de extremistas de direita chamado Dogolachan, segundo denúncia feita pelo site Ponte Jornalismo.

Conforme a condenação, Mello cometeu seis crimes diferentes: associação criminosa, divulgação de imagens envolvendo a prática de pedofilia, racismo, incitação ao cometimento de crimes, coação no curso do processo e terrorismo. Ainda de acordo com a sentença, o criminoso costumava denunciar postagens anônimas produzidas por ele mesmo a fim de manter acima das suspeitas.

Segundo o juiz, Mello denunciava às autoridades postagens anônimas feitas por ele mesmo a fim de manter longe das suspeitas

Na decisão, o juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, determina que Mello não poderá recorrer em liberdade e foi condenado, ainda, ao pagamento de R$ 1 milhão e 678 dias-multa como forma de reparação de danos — cada dia-multa vale um décimo do salário mínimo vigente em dezembro de 2016.

A reparação financeira foi fixada porque, segundo o juiz, Mello voltou a praticar crimes mesmo após já ter sido condenado anteriormente. Segundo o G1, o dinheiro será destinado a programas educativos e que combatem crimes na internet.

"Inequívoca, portanto, a sua periculosidade, sendo o acusado verdadeira ameaça à ordem social, se solto, não só na condição de autor de delitos como divulgação de imagens de pedofilia, racismo e líder de associação criminosa virtual, mas também como grande incentivador de cometimento de crimes ainda mais graves por parte de terceiros, como homicídios, feminicídios e terrorismo", afirmou Silva em sua decisão.

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