Quem conhece melhor a Mozilla, sabe que a companhia tem como maiores propostas o desenvolvimento de softwares de código aberto e a manutenção da privacidade dos usuários — em uma empresa sem fins lucrativos. Mas os relatórios divulgados pela companhia nesta terça-feira (27) mostram que o número de pessoas usando o navegador da raposa caiu de cerca de 300 milhões para 277 milhões em 2017. Ela vive buscando outras alternativas de receita e uma das das mais rentáveis atualmente vem sendo a própria concorrência: a Google.

Isso porque o Firefox oferece a opção de uso do buscador da Google embutido no navegador. A Mozilla é paga proporcionalmente ao tráfego de pesquisa enviado aos sites, que ganham dinheiro por meio da exibição dos resultados. Ela também possuía um contrato com o Yahoo!, mas a proprietária, a Verizon, encerrou a parceria devido a um processo ainda não resolvido.

firefoxFonte: CNet

Assim, quem deu uma ajuda substancial para a Mozilla no ano passado foi a Google, que injetou uma verba capaz de aumentar essa grana em 8% em relação a 2016, gerando um total de US$ 562 milhões. Boa parte dessa verba vem de fora dos Estados Unidos, mais especificamente da Europa. No terceiro lugar da preferência do público, com 5% da fatia do mercado, o Firefox atualmente fica atrás do Chrome, o líder com 62%, e do Safari, da Apple, com 15%.

Outras frentes ajudam a trazer verba para a empresa

Além do Firefox, a Mozilla busca receitas em outras frentes, a exemplo de seu serviço de redes privadas VPN, do Firefox Monitor, da ferramenta para gerenciamento de senhas Lockbox e de pequenas e importantes aquisições, a exemplo do Pocket, que permite favoritar sites e convertê-los em palavras faladas por meio de tecnologia de inteligência artificial.

E qual é a grande importância da Mozilla se dar bem? Embora ela participe de algumas campanhas com parceiros que possam usar táticas condenáveis de rastreamento de dados, como o Facebook, manter um grupo sustentável que tenha como prioridade a segurança de nossas informações faz bem para todo o setor  — e mantém o jogo em um nível mais alto, por assim dizer.

"A privacidade e a segurança foram trazidas para o mainstream. Adoramos poder falar sobre essas questões de uma forma que crie muito mais conhecimento e compreensão para o consumidor. Esse é o nosso foco ao entrarmos em 2019”, disse a diretora de operação, Denelle Dixon.

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