Várias entidades e o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vêm cobrando do WhatsApp novas ferramentas e medidas para combater a disseminação das fake news nesse período de eleições. Hoje (19) mesmo, publicamos as 8 sugestões feitas pelo próprio TSE à plataforma, com o objetivo de diminuir a propagação do conteúdo mentiroso. A companhia agora responde, afirmando que realizar tais mudanças seriam impossíveis a pouco mais de 1 semana do segundo turno.

Para qualquer mudança, fazemos testes em pequena escala para avaliar a estabilidade, e o processo leva meses, diz porta-voz

“Primeiro, para qualquer mudança, fazemos testes em pequena escala para avaliar a estabilidade. Depois, colocamos as alterações no aplicativo público, mas isso é feito de forma lenta e gradativa, porque temos 1,5 bilhão de usuários. Em seguida, eles precisam atualizar a versão do aplicativo em seus celulares, para que as novas ferramentas apareçam. Então, o processo leva meses”, explica um porta-voz, que concedeu entrevista da sede da companhia na Califórnia à BBC News Brasil.

Segundo ele, o WhatsApp não tem planos para repetir a restrição de encaminhamento de mensagens para até 5 pessoas, como acontece atualmente na Índia. Também não há interesse em reduzir o número de grupos que possam ser criados por um mesmo usuário, tampouco a quantidade de participantes.

“O limite criado na Índia foi um teste. Os usuários naquele país não ficaram satisfeitos com a mudança. Nós observamos constantemente o feedback sobre nossas ferramentas para decidirmos o que vamos ou não implementar. Isso não é algo que estejamos pensando em implementar no Brasil, e seria tecnicamente impossível fazê-lo a 1 semana das eleições.”

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