União Europeia apertou o cerco contra o terrorismo e avisou que pode vir a penalizar portais como Facebook e YouTube, caso não removam conteúdo desse teor dentro de 60 minutos após a detecção. Em março, a UE já tinha aprovado uma lei que sugere, por meio de diretrizes voluntárias, que propagandas terroristas sejam removidas em até 1 hora das redes sociais, o que, aparentemente, foi ignorado pelas empresas. Sendo assim, ela entende que a única forma de forçar as companhias a se adequarem à legislação é por meio de multas.

"Não podemos nos dar ao luxo de relaxar ou nos tornarmos complacentes diante de um fenômeno tão obscuro e destrutivo", disse Julian King, comissário de segurança da UE, ao Financial Times, após declarar que Bruxelas (sede da UE) não percebeu evolução suficiente no combate ao problema. Segundo King, é necessária uma atitude mais energética a fim de proteger os cidadãos.

Recentemente, tivemos uma imensa polêmica aqui no Brasil, após o Facebook desativar uma rede de fake news ligada ao MBL (Movimento Brasil Livre). Foram derrubados 196 páginas e 87 perfis ao todo. Imagine quanto tempo essa investigação levou!

Já na Europa, a situação é mais crítica, uma vez que propagandas de ódio em redes sociais, não raramente, acabam fazendo dezenas vítimas no mundo real.

O desafio, daqui para frente, vai ser as empresas com menos recursos conseguirem adequar sua capacidade de moderação para evitar as punições. Contudo, King afirmou que essa regra geral é necessária para garantir que o conteúdo infrator não seja propagado apenas em plataformas menores.

Depois que a medida for apresentada na íntegra, ainda terá de ser aprovada tanto pelo Parlamento Europeu quanto pela maioria dos Estados da UE.