Desenvolvedores estão encontrando maneiras cada vez mais divertidas de testar a tecnologia blockchain. É o caso, por exemplo, de João Almeida, português que acaba de criar o Poketoshi, uma espécie de Pokémon colaborativo que pode ser jogado por qualquer pessoa por meio do Twitch, a plataforma de streaming de jogos. A iniciativa, bastante criativa, é uma maneira de demonstrar como transações em criptomoeda podem ser feitas de forma rápida e segura.

Por meio da tecnologia blockchain – e da Lightning Network, uma camada extra de proteção que está em fase de testes –, Almeida, que é engenheiro de software, desenvolveu um modo de permitir que pessoas de qualquer lugar do mundo colaborem com comandos que contribuirão para o avanço do jogo – algo bem parecido com o que já vem sendo feito há bastante tempo pelo canal “Twitch Plays Pokémon”, em que comandos coletivos enviados pela sala de chat contribuem para o game.

As diferenças, no caso do Poketoshi, são a integração de um controle virtual que faz a ponte entre os usuários e o icônico jogo da Nintendo e o fato de que cada comando enviado custa o valor simbólico de 10 Satoshis (0.00000010 BTC). A cobrança é feita pelo OpenNode, que processa os pagamentos em criptomoeda através da Lightning Network – rede que Almeida quer demonstrar como sendo uma boa opção para transações futuras.

Segurança extra para transações virtuais

A experiência do jogo colaborativo é divertida, mas o que realmente conta na criação do desenvolvedor português é demonstrar como, aliada à tecnologia blockchain, a Lightning Network pode, em um futuro próximo, garantir transações virtuais de maneira mais rápida, segura e barata. 

O Poketoshi não foi a primeira nem será a última maneira inovadora de testar redes e processos de segurança de transações com base na tecnologia blockchain, mas certamente é um jeito criativo de chamar a atenção para um tema que tem movimentado o mercado.