Como o número de crianças e adolescentes que acessa a internet aumenta a cada dia, é de se imaginar que o acesso a conteúdos para adultos também tenha se tornado mais fácil para esses jovens, já que são poucos os meios de acesso que possuem algum tipo de controle quanto a isso. Uma pesquisa feita pelo Journal of Adolescent Health revelou que um a cada cinco jovens têm acesso a materiais sexuais não desejados online e um a cada nove já recebeu algum pedido desse tipo de conteúdo por parte de colegas da mesma idade ou de adultos.

“Alguns adolescentes com quem trabalhei combinaram encontros offline com estranhos que conheceram online”, diz Sheri Madigan, psicóloga de crianças e adolescentes e responsável pela pesquisa. “Outros adolescentes haviam compartilhado imagens nuas online e estavam sendo chantageados para enviar mais fotos, ou correram o risco de ter suas imagens postadas e distribuídas online”.

O que os olhos não veem...

Embora a internet possa ser um recurso incrivelmente valioso e uma ferramenta de entretenimento divertida para crianças, ela também apresenta riscos

O estudo realizado pela psicóloga reuniu dados de uma imensa gama de pesquisas sobre exibições sexuais indesejadas na internet, como popups, propagandas, emails de spam e muito mais, e chegou-se à conclusão de que 20% dos jovens são expostos a imagens sexuais impróprias para menores ao navegar na internet e 11% sofreram pedidos para enviarem conteúdo sexual de si mesmos.

“Embora a internet possa ser um recurso incrivelmente valioso e uma ferramenta de entretenimento divertida para crianças, ela também apresenta riscos”, diz Madigan. ‘Tornar os jovens conscientes sobre isso é fundamental para mantê-los seguros. Esses números precisam mudar para que todas as crianças e adolescentes tenham a informação da qual precisam para estarem seguros online”.

Apenas 40% dos pais tomam algum tipo de cuidado em relação ao que os jovens podem encontrar de inapropriado na internet, conversando regularmente com seus filhos ou outros dependentes sobre o assunto. A situação, porém, tem melhorado: de 2005 até 2015, essa exibição não intencional de pornografia para jovens caiu em 1%.