Apesar de rivais, a Apple tem a Google como uma de suas principais fontes de renda. Como? A gigante da web paga uma quantia considerável à Maçã para colocar o Google como o buscador oficial tanto do iOS quanto do Safari, garantindo assim que serviços concorrentes, como Bing ou Yahoo, não sejam utilizados em seu lugar ou mesmo que a Apple crie o seu próprio sistema de pesquisas.

No último final de semana, porém, o Wall Street Journal trouxe uma reportagem afirmando que a Google planeja reduzir o investimento feito para manter a exclusividade de sua ferramenta em serviços e produtos de terceiros, o que inclui a Apple. A Alphabet, dona da Google, já teria inclusive avisado os seus investidores sobre a redução a partir de 2018.

O lado da Apple

A publicação do último balanço trimestral da Apple mostra um pouco da importância desse tipo de investimento vindo da Google. Nele, a Maça coloca o dinheiro recebido a partir de licenciamento de terceiros como uma das principais fontes do aumento de 31% na receita em relação ao ano passado. Obviamente, analistas acreditam que a dona do principal buscador do mundo seria uma das principais contribuidoras da companhia de Cupertino nesse quesito.

Se avaliamos os gastos gerais da Google para levar o seu buscador a mais serviços e dispositivos, a coisa ganha contornos ainda mais significativos. O WSJ revela que a gigante gastou US$ 2,9 bilhões apenas nos três primeiros meses de 2018, superando em 61% os custos do mesmo período no último ano. Esse valor também representa 13,2% de toda a receita de todas as empresas da Alphabet (contra 10,4% de 2017).

Impacto?

É difícil, porém, acreditar que as reduções da Google causem um impacto significativo na Apple, que tira o grosso de suas receitas (e consequentemente de seu lucro) da venda de dispositivos. Mesmo assim, apenas o tempo dirá qual o real significado de um arrefecimento dos investimentos da Google nesse tipo de licenciamento.

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