A Amazon pode ter perdido o posto de loja virtual mais popular do mundo para empresas do grupo Alibaba, mas a companhia de Jeff Bezos não para de inovar. A mais recente aposta para tentar retomar a coroa do comércio eletrônico mundial é uma ferramenta para facilitar compras internacionais em diversos países do mundo.

Chamado de “Compras Internacionais”, o novo recurso está disponível no aplicativo tradicional da Amazon e oferece para consumidores de todo o mundo um catálogo com mais de 45 milhões de produtos. E o mais legal é que ele funciona inclusive aqui no Brasil, com direito a versão traduzida em português brasileiro e conversão para real — sim, igual a sites como AliExpress, eBay e GearBest.

Para facilitar ainda mais, a nova plataforma calcula impostos e taxa de entrega, oferecendo diferentes opções para o cliente na hora de finalizar um pedido. Com a novidade, a Amazon espera aprimorar a experiência de compra de consumidores que estão fora dos Estados Unidos.

“Os clientes nos pediam por uma forma mais fácil de encontrar e comprar produtos com envio disponível para eles”, revela o vice-presidente de exportações e expansão da Amazon Samir Kumar. “A experiência Compras Internacionais resolve essa necessidade e torna mais simples navegar, comprar e enviar mais de 45 milhões de produtos para uma centena de países em todo o mundo.”

Como funciona

Para usar a novidade, basta fazer o download do Amazon Shopping, o aplicativo oficial da Amazon disponível para Android e iOS. Depois, acesse o menu do app e, nas configurações, encontre a opção “País e idioma”. Lá, toque sobre o botão “País” e selecione a opção: “Compras internacionais”.

Compras internacionais

Depois disso, é só navegar pela Amazon normalmente. O catálogo exibido no aplicativo será internacional, ou seja, produtos vendidos pela Amazon ou por lojas de seu marketplace com entrega para o Brasil. Assim, encontre os seus produtos e finalize a compra normalmente. Para voltar a exibir a versão exclusivamente brasileira do app, basta acessar o menu e desfazer as alterações.

Fica fácil enteder a razão pela qual a Amazon deu esse passo: facilitar que as pessoas tenham acesso ao seu catálogo internacional é uma boa forma de acirrar a disputa com as plataformas chinesas que ganham cada vez mais espaço não só nos países asiáticos, mas também na Europa e na América. Será que esse pequeno movimento pode ajudar a frear o avanço de AliExpress e afins?