John Perry Barlow, considerado um dos grandes pioneiros da internet, faleceu na manhã de hoje (07) aos 70 anos. A notícia foi oficializada pela Electronic Frontier Foundation (EFF) — organização da qual ele foi cofundador — em nota. Não foram esclarecidas, entretanto, quaisquer circunstâncias do seu falecimento. Além de ter ajudado a criar essa fundação que defende a liberdade de expressão na web, Barlow também é conhecido como o autor de “A Declaração de Independência do Ciberespaço”, publicada em 1996.

Por conta de seu pensamento sobre a liberdade na internet, Barlow conseguiu aproximar os movimentos de contracultura e correntes mais libertárias da ideologia primária da internet já no início da sua popularização pelo mundo. Com isso, nasceu o senso comum de que a internet deveria ser um ambiente livre de interesses comerciais e no qual os usuários poderia se expressar livremente. Suas ideias podem ser consideradas ancestrais de regulamentações como o Marco Civil da Internet que temos no Brasil e similares ao redor do mundo.

Barlow era considerado às vezes ingênuo por acreditar que a internet poderia resolver todos os problemas da humanidade sem causar nenhum mal adicional

“Barlow era considerado às vezes ingênuo por acreditar que a internet poderia resolver todos os problemas da humanidade sem causar nenhum mal adicional”, escreveu Cindy Cohn, atual diretor executivo da EFF no comunicado a respeito da morte de Barlow. “Tendo trabalhado com ele durante os últimos 27 anos na EFF, posso dizer que essa história não poderia estar mais longe da realidade. Barlow sabia que a tecnologia poderia criar e empoderar o mal tanto quanto poderia criar e empoderar o bem. Ele tomou a decisão consciente de focar apenas no bem”, concluiu.

Barlow também foi coautor de uma série de músicas da banda norte-americana Grateful Dead e ainda ajudou a criar a “WELL” (Whole Earth ‘Lectronic Link), uma das primeiras redes sociais online do mundo.