As discussões em torno do fim da neutralidade da rede nos Estados Unidos ainda não acabaram. Após a FCC, órgão que regulamenta as telecomunicações no país, acabar com o princípio em 14 de dezembro, muitas pessoas e organizações resolveram protestar de um jeito bem criativo.

Depois de a rede de fast food Burger King fazer isso com o preparo limitado de hambúrgueres, foi a vez do youtuber Rob Bliss usar o trânsito para protestar, e a via escolhida por ele foi justamente aquela que passa diante do prédio da FCC. A ideia era simples: em uma bicicleta, ele queria deixar o trânsito lento e fazer com que os motoristas pagassem US$ 5 para transitar a uma velocidade normal.

No vídeo divulgado pelo próprio Bliss, ele explica o protesto e cita até mesmo uma fala de Ajit Pai, o presidente da FCC, afirmando que “os consumidores podem escolher o que é melhor para eles”. Enquanto protestava, o ativista levava nas costas uma placa com os dizeres "Pergunte-me sobre o plano de acesso prioritário de US$ 5 por mês da nossa Rua 12".

Logicamente que tudo não se passa de uma brincadeira para escancarar como limitar o tráfego na internet (ou vendê-la em pacotes, como acontece em Portugal) é um tanto quanto absurdo.

Bliss fez vídeos durante três dias seguidos, sempre bloqueando parte da via e transitando lentamente com a sua bicicleta. Em todos os três dias, a polícia da cidade apareceu para pedir esclarecimentos e interromper o protesto — sempre de forma pacífica e respeitosa, afirmou o ativista em entrevista ao site The Next Web.

Neutralidade da rede

O princípio da neutralidade da rede garante que as operadoras de internet não poderão cobrar mais de seus clientes (ou seja, você) de acordo com o conteúdo consumido na web. Ele garante ainda que elas não podem limitar a velocidade de conexão com base nisso, tampouco têm o direito de cobrar mais para que você receba mais velocidade dentro do pacote já contratado.

Com a aprovação do fim da neutralidade da rede nos Estados Unidos, as teles atuando no Brasil supostamente já se organizam nos bastidores a fim de pressionar o governo brasileiro para que o mesmo se repita por aqui. Felizmente, as autoridades brasileiras se mostram contrárias à ideia, ao menos por enquanto.

Cupons de desconto TecMundo: