Sean Parker, famoso por ter sido o cocriador do Napster — a polêmica plataforma de compartilhamento de músicas do começo dos anos 2000 , conversou com a imprensa antes de se apresentar no evento Axios, ontem (8), e criticou a maneira como as redes sociais foram montadas para, segundo ele, “sugar as pessoas para dentro delas”, aproveitando-se de uma vulnerabilidade da psicologia humana.

Segundo ele, quando as redes sociais começaram a se popularizar, ele era o primeiro a tentar convencer as pessoas de que um dia todos se renderiam a elas, diminuindo a atenção dada a suas interações sociais reais. Parker, tendo sido o primeiro presidente do Facebook, disse que o objetivo deles era garantir que as pessoas passassem o máximo de tempo possível no site.

Faziam mesmo assim

Só Deus sabe o que isso vai fazer com o cérebro das nossas crianças

Tudo o que era desenvolvido, como as populares reações de “like” e os comentários, foi criado pensando na permanência prolongada dos usuários na rede social. “É um loop de feedback de validação social. Exatamente o tipo de coisa que um hacker como eu inventaria, porque você está explorando uma vulnerabilidade na psicologia humana”, disse Parker.

Arrependido, ele afirma que outros, como Mark Zuckerberg, tinham consciência dos males que a superexposição às redes sociais poderia causar nas pessoas, mas que “faziam as coisas mesmo assim”. “Só Deus sabe o que isso vai fazer com o cérebro das nossas crianças”, concluiu ele.

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