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IA da Google cria código melhor do que o desenvolvido por seus criadores

Batizado de AutoML, esse sistema foi desenvolvido como uma solução para a falta de talentos na área de programação de inteligência artificial

schedule17/10/2017, às 05:50

Google acaba de anunciar o próximo passo para a destruição total da raça humana. Ou, se você preferir, um grande avanço no campo da inteligência artificial. A empresa divulgou que o seu sistema de machine learning foi capaz de criar códigos com uma eficiência superior quando comparado ao que foi criado pelos próprios desenvolvedores da plataforma.

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Batizado de AutoML, esse sistema foi desenvolvido como uma solução para a falta de talentos na área de programação de inteligência artificial. Infelizmente não há muitos programadores experientes nessa área. Foi por isso que o time da Google resolveu criar uma máquina para fazer esse trabalho.

O AutoML é capaz de realizar milhares de simulações para determinar quais áreas de um código precisam ser aprimoradas, fazer mudanças e continuar o processo de forma indefinida ou até que determinado objetivo seja alcançado. Isso é impressionante não somente pelo fato de uma máquina estar fazendo isso, mas porque o que está sendo gerado é melhor do que o próprio ser humano seria capaz de fazer. E tudo isso trabalhando por horas e hora sem reclamar ou pedir um aumento.

Melhor do que humanos

A prova de que o código produzido pelo AutoML é melhor do que o criado pelos seus desenvolvedores ficou claro em um teste de reconhecimento de imagem. O sistema da Google obteve o resultado recorde de 82% na taxa de reconhecimento. Até então, as plataformas de inteligência artificial conseguiam alcançar a taxa de 42%, o que já superava o score de 39% alcançado por algoritmos humanos.

Porém, infelizmente (ou felizmente) ainda estamos um pouco longes de conhecermos a Skynet do mundo real. A Google anunciou o AutoML há apenas cinco meses, o que significa que o sistema ainda precisa de muito amadurecimento no mercado. Contudo, é realmente impressionante ver o que essa plataforma fez em tão pouco tempo de vida. Nem consigo imaginar o que ela fará daqui um, cinco ou dez anos. Acho que aí sim estaremos diante de uma inteligência artificial potencialmente perigosa.