Uma força-tarefa da polícia australiana chamada “Argos” assumiu o controle de um site de pornografia infantil por cerca de um ano para rastrear atividades de pedófilos em várias partes do mundo. Os policiais responsáveis pela investigação continuaram inclusive alimentando o site com imagens de crianças sendo abusadas para manter as aparências e coletar mais informações sobre os usuários.

De acordo com informações do The Guardian e do VG, várias prisões e resgates de menores em situação de abuso foram feitos em 12 países diferentes depois que a polícia australiana assumiu a publicação conhecida na dark web como “Childs Play”. A operação tomou o controle do site depois que o fundador, Benjamin Faulkner, foi preso e condenado a prisão perpétua por abuso de uma garota de 4 anos nos EUA.

O suposto anonimato e a sensação de segurança que esse ambiente oferece facilita o compartilhamento de material com exploração de menores

O inspetor chefe da Argos, Jon Rouse, disse ao The Guardian que foi necessário manter o site no ar para capturar mais pedófilos. Segundo ele, eram cerca de 100 “produtores de conteúdo” novo — que abusavam de crianças, filmavam e compartilhavam —, algo entre 3 e 4 mil usuários ativos e mais de 1 milhão de pessoas registradas. Todo o conteúdo só podia ser acessado através do navegador Tor.

“O suposto anonimato e a sensação de segurança que esse ambiente oferece facilita o compartilhamento de material com exploração de menores, garante a eles uma plataforma na qual compartilhar sua ideologia horrenda e também é um veículo para eles divulgarem métodos para tentar enganar as autoridades”, comentou Rouse.

Não há detalhes sobre quantas crianças foram salvas ou acerca de quantos criminosos foram presos por conta de pedofilia em resultado dessa operação em específico. Além de casos na Austrália e nos EUA, não sabemos em que outros países as autoridades encontraram usuários do Childs Play.

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