Uma investigação conduzida pela ProPublica, organização norte americana de jornalismo investigativo, revelou que o Facebook estava permitindo a criação de anúncios voltados para usuários que são declaradamente antissemitas. Por conta disso, a empresa anunciou que vai rever o seu sistema de publicidade segmentada.

Para chegar a esse resultado, a empresa se passou por um suposto anunciante e pagou US$ 30 para tentar criar campanhas que utilizassem temas como “ódio a judeus” e “como queimar judeus”. Essas seriam voltadas a grupos específicos, mas muitos deles eram pequenos demais para serem afetados pelas campanhas.

Entretanto, a ProPublica conseguiu alcançar grupos ainda maiores ao combinar diversos grupos pequenos. Após direcionar a campanha para a comunidade “Hitler não fez nada de errado” (que tem 15 pessoas), o Facebook também sugeriu o conteúdo para aqueles interessados no Partido Nacional Democrata da Alemanha (com 194 mil membros). Quando isso aconteceu, a propaganda foi aprovada em cerca de 15 minutos.

Uma captura de tela de um telefone celular

Alerta

Uma vez que a descoberta foi feita, o time do ProPublica entrou em contato com a empresa de Mark Zuckerberg, que pouco tempo depois já havia removido temporariamente os campos educação e empregador como forma de direcionar esses anúncios. Além disso, algumas pessoas usavam a rede social para “introduzir respostas ofensivas que violavam as políticas do Facebook” na informação do perfil, e por conta disso esses perfis já foram removidos do site (aproximadamente 470 dessas contas eram falsas).

“Nossos padrões de comunidade proíbem estritamente atacar pessoas baseado em suas características protegidas, incluindo religião, e nós proibimos os responsáveis por propagandas de discriminar pessoas por causa de suas religiões e outros atributos. Porém, há momentos em que o conteúdo na nossa plataforma não segue os nossos valores, e sabemos que temos mais trabalho para fazer”, comentou o Facebook.

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