Uma pesquisa conduzida pela empresa sueca Ericsson mostrou que o stress causado pela lentidão da internet em um usuário é comparável ao de se assistir a um filme de terror. Ou seja, quando pessoas bufam, esbravejam, xingam e até agridem fisicamente mesas, monitores e outros objetos ao redor porque aquele vídeo “só fica carregando” ou aquela imagem não abre de jeito nenhum, tudo é cientificamente justificável.

A experiência – chamada “The Stress of Streaming Delays” (em português, algo como “o stress por atraso no streaming”) – foi realizada pela Ericsson com apenas 30 indivíduos, mas acreditamos que qualquer pessoa que utiliza a internet com certa frequência não teria coragem de descreditar esse estudo, pois já viveu na realidade o que é ter que lidar com uma conexão lerda, seja para trabalhar ou para o entretenimento.

Os pesquisadores mediram as ondas cerebrais das cobaias, além dos pulsos e dos batimentos cardíacos, enquanto utilizavam smartphones. Ao criarem atrasos – ou delays – em vídeos que assistiam, em média, seus corações se aceleravam em cerca de 38%. Quando o período de “lerdeza” atingia 2 segundos, o nível de stress chegava a dobrar, caindo logo em seguida quando o empecilho durava mais.

Foi notado pelos estudiosos que as pessoas participando do teste apresentaram sinais de resignação, movimentos nos olhos que indicavam distração, tudo dando indicações de desistência. Realmente, o mundo moderno traz uma série de benefícios e facilidades, mas também acabou causando esse tipo bem específico de stress: o ódio contra a internet lenta! O Brasil, especialmente com a fragilidade da internet móvel, é provavelmente um dos lugares com mais gente estressada no mundo, você não acha?

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