Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, desenvolveram um sistema de inteligência artificial capaz de reproduzir caracteres novos de forma semelhante à grafia de textos escritos por humanos. O experimento foi feito com base no Teste de Turing Visual, que avalia a capacidade de uma máquina em apresentar comportamento inteligente equivalente ao de uma pessoa.

A experiência funcionou da seguinte forma: ícones que representam letras e esboços desconhecidos foram apresentados ao software e também ao voluntário de carne e osso. Em seguida, foi solicitada a ambos os sujeitos a produção de variações dos caracteres. Os resultados foram então analisados por um júri humano, que pôde identificar com apenas 50% de precisão os desenhos feitos pelo computador.

Em outras palavras, quer dizer que o software foi capaz de ludibriar os jurados; a produção fruto do sistema de IA foi confundida, assim, com a gerada pelo punho de uma pessoa. Duvida? Pois a prova do quão bem-sucedido foi o teste pode ser tirada até mesmo por você: quais das imagens acima foram produzidas por uma máquina e quais foram feitas por um humano? Analise as variações do caractere de referência exibidas pelas caixas 1 e 2 e consulte as respostas para cada um dos desenhos no final deste artigo.

De acordo com os cientistas, o sistema de IA foi criado com base na técnica conhecida como Bayesian Program Learning: assim como uma pessoa, o robô foi capaz de identificar e apreender o caractere por meio de uma abordagem que dispensa longas etapas de treinamento por “tentativa e erro”.

O software desenvolvido, conforme explicam os pesquisadores, analisou centenas de gravações de capturas de movimento de diversos sistemas de escrita para a execução de um “único curso de aprendizagem” – ao contrário dos computadores tradicionais, que realizam a decomposição sistemática de uma tarefa por meio de programas probabilísticos.

Seria este o primeiro passo rumo ao nascimento de um aglomerado de circuitos capaz, realmente, de pensar? “A inteligência não se trata apenas de um sistema de classificação; trata-se também de pensar. Apesar de estarmos estudando o desenho de caracteres à mão, não é ousado ‘se referir ao sistema’ como um ‘conceito’, pois há muitas coisas complexas que fazemos que podem ser feitas também a partir desses caracteres”, disse, otimista, Josh Tenenbaum, um dos pesquisadores do MIT.

Resposta: as variações produzidas pelo robô são as de número 1,2,1 para a primeira linha e 2,1,1 para a segunda linha.

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