Para cobrir as Olimpíadas do Rio de Janeiro, o Washington Post decidiu que não bastava usar sua vasta equipe de repórteres para acompanhar as competições. Além do fator humano, o jornal também está usando robôs que produzem conteúdos automaticamente para seu site e para suas redes sociais, incluindo sua conta no Twitter.

A ideia da publicação é usar soluções de inteligência artificial para criar pedaços de informação que, embora sejam consideradas simples, se mostram bastante úteis. Ou seja, em vez de uma pessoa ter que digitar dados sobre pontuações e quadros de medalhas, um sistema automatizado lida com isso em questão de segundos.

Segundo Jeremy Gilbert, que dirige os projetos digitais da publicação, o objetivo é permitir que os repórteres de carne e osso se foquem em produzir conteúdos mais complexos e interessantes. “Não estamos tentando substituir os repórteres”, afirmou ele ao ReCode. “Queremos libertá-los”.

Uma nova forma de criar notícias

O Washington Post dedica um time de três engenheiros ao Heliograf, software responsável pela produção de notícias rápidas. A equipe é complementada por alguns analistas de produto que dedicam metade de seu tempo ao projeto e por quatro ou cinco profissionais de redação que ajudam a moldar o conteúdo produzido pela inteligência artificial.

Inicialmente, o sistema se foca em notícias mais factuais

O jornal tem a intenção de transformar o Heliograf em algo maior e já planeja utilizá-lo durante a cobertura das eleições dos Estados Unidos realizadas no mês de novembro. O objetivo é acelerar a divulgação de notícias pontuais e detectar padrões de votação que podem ser usados por jornalistas como base para suas matérias.

Também há planos de que o sistema “injete” dados em textos escritos por humanos de forma que os leitores não detectem que eles foram produzidos por uma máquina. Resta esperar para ver como essa e outras iniciativas semelhantes vão moldar a maneira como recebemos informações em um futuro próximo.

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