Um experimento que está sendo realizando na cidade de Charlotte, Carolina do Norte, EUA, tem como objetivo avaliar a eficácia de um novo sistema de inteligência artificial que visa prever quando os policiais são mais suscetíveis a se comportar de maneira inadequada durante o expediente.

Desenvolvida por estudantes da Universidade de Chicago, a plataforma, que faz parte da Police Data Initiative da Casa Branca, começou a ser desenvolvida no ano passado e já está pronta para ser testada em condições reais. O sistema utiliza como base os registros policiais dos últimos dez anos.

O estudo dos dados revelou alguns padrões que apontam quando os guardas são mais suscetíveis a cometer erros. Foi descoberto, por exemplo, que os oficiais com mais registros de interações adversas em um ano têm mais chances de causar problemas no ano seguinte. Ainda, policiais que atendem chamados de violência doméstica ou suicídio pela manhã têm mais chances de se envolver em um problema até o final do dia.

Prevendo problemas

Embora a iniciativa dos pesquisadores pareça inédita, na verdade eles apenas estão aperfeiçoando um algoritmo que já era utilizado na cidade de Charlotte. 20 anos atrás, a própria polícia de Chicago deu início a um experimento semelhante em que eram coletados e analisados dados dos policiais com o objetivo de prever problemas. Entretanto, na época, a iniciativa foi abandonada em menos de dois anos após forte pressão do sindicato da categoria.

Agora que existe menos desconfiança em torno de sistemas tecnológicos de predileção, a polícia da cidade americana se voluntariou para participar do experimento. Charlotte possui um número muito baixo de ocorrências envolvendo suas forças de segurança, e o software terá que mostrar toda sua eficácia e precisão na hora de prever casos de mal comportamento.

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