Na última segunda-feira (16), a Intel mostrou por que é uma das gigantes do segmento de computação ao anunciar que um de seus equipamentos mais ousados estava finalmente entrando em produção. O “humildão” conhecido como Knight’s Landing é simplesmente o chip para supercomputadores mais veloz da história da companhia, trazendo nada menos do que 72 núcleos. Isso provavelmente quer dizer que pessoas comuns – como eu e você – não têm muitas chances de conferir o dispositivo de perto, certo? Bem, não exatamente.

Ao que parece, a pecinha pode acabar sendo integrada a desktops tradicionais, simulando algo como colocar uma turbina de avião em uma bicicleta. De acordo com um artigo da PC World, os planos da companhia são de que uma leva bastante limitada de workstations com o hardware sejam despachadas para o comércio ainda no primeiro semestre de 2016. Porém, a informação de Charles Wuischpard, executivo de alto-escalão da Intel, é de que as fabricantes de PCs também vão contar com uma versão do chip para reforçar alguns produtos de linha.

Muitos, muitos núcleos!

Dito isso, não tenha muitas esperanças de que o computador vendido no mercado vá trazer o novo queridinho da Intel tão cedo em seu interior – ou que vai ser fácil achar o item no seu distribuidor. É preciso de uma máquina preparada para receber a CPU, já que ela é bem diferente dos modelos clássicos da peça, que são colocados em um socket na placa-mãe. O Knight’s Landing lembra mais uma VGA parruda atual, já que condensa todo seu conteúdo em um equipamento PCI-E.

Entre os itens integrados à placa estão o processador – com suas dezenas de cores gravados em um único corte de silício, graças a um processo avançado de litografia – e um kit de 16 GB de memória do tipo MCDRAM, mostrando que o conjunto chega pronto para quase que literalmente botar fogo no seu desktop. Para se ter uma ideia de performance, enquanto o poderoso Core i7 6700K (Skylake) é capaz de fazer cálculos na casa de uma centena de Gigaflops, o superprocessador faz pouco caso desse número ao calcular 8 Teraflops.

Clientela seleta

Pelo que já se sabe, o Departamento de Energia dos EUA deve ser um cliente assíduo da Intel nos próximos meses, adquirindo um bom número dessas CPUs para atualizar seu supercomputador Cori, que faz uso da computação paralela com 9,3 mil núcleos. Além disso, estúdios de cinema, especialistas em efeitos especiais e outros membros da indústria do entretenimento podem se aproveitar de todo o poderio do produto, agilizando consideravelmente seus processos e, ao mesmo tempo, reduzindo custos.

Outro dos usos esperados para essa versão mais popular do equipamento é a possibilidade de cientistas e pesquisadores em geral finalmente poderem validar seus projetos em um ambiente de alta precisão. A ideia é que um trecho do material possa ser testado internamente antes de o conjunto completo ser enviado para um serviço de processamento externo – geralmente mais preparado para lidar com grande volume de dados e cálculos. No fim, será que um desses finalmente consegue ajudar a rodar Batman: Arkham Knight nos PCs sem problemas?

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