Com o objetivo de mudar um nicho de mercado dominado por homens brancos, a Intel dobrou a bonificação ofertada aos funcionários que indicarem pessoas fora dessas características para ocupar postos de trabalho dentro da companhia. O bônus, que antes era de US$ 2 mil (cerca de R$ 6,9 mil), passa agora a ser de US$ 4 mil (cerca de R$ 13,8 mil).

A companhia busca com isso que mulheres, membros de quaisquer minorias e veteranos de guerra tenham uma maior representatividade dentro da empresa e no mercado de trabalho como um todo. No final do ano passado, dos quase 54 mil funcionários na folha de pagamento da Intel, mais de 75% deles eram homens, e 56% do total era composto de pessoas brancas. Apenas 8% dos empregados eram latinos, enquanto os afro-descendentes eram apenas 3,5% do total da força de trabalho.

O CEO da companhia, Brian Krzanich, admitiu o problema da (falta de) diversidade dentro do quadro de funcionários da empresa em um evento ocorrido em janeiro, e prometeu investir US$ 300 milhões (mais de R$ 1 bilhão) para mudar isso. No entanto, ele admite não ser uma tarefa fácil, e que essa talvez não seja a melhor maneira de tratar o assunto, mas que eles farão o que for preciso para chegar a um resultado satisfatório.

E não é apenas a Intel que está engajada nessa causa. Outras companhias importantes do Vale do Silício – Google, Facebook e Apple, para citar algumas – têm tomado medidas de teor semelhante. Dar mais espaço para mulheres e equiparar seus salários aos dos homens, assim como oferecer mais oportunidades de trabalho a pessoas de variados grupos étnicos, com diferentes orientações religiosas e sexuais tem se tornado uma preocupação constante do mercado tecnológico.

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