A Intel abriu a sua conferência na CES 2015 com um show especial. Além de música e dançarinos fazendo malabarismos no palco, uma série de imagens em 3D eram exibidas em um telão. Essas imagens não eram simples projeções, mas sim imagem dos próprios dançarinos captadas por tablets que utilizam a tecnologia Real Sense da Intel.

O discurso inicial do CEO da Intel Brian Krzanich foi justamente sobre essa tecnologia e os avanços que ela pode proporcionar ao nosso dia a dia. O executivo começou contando sobre como esse ano é importante para o mercado de tecnologia: segundo ele, há 20 anos o primeiro Pentium chegou ao mercado, assim como a popularização da internet através dos navegadores.

Agora, temos a oportunidade de vislumbrar um mundo que está passando do 2D para o 3D e está trazendo novas formas de interação com as máquinas. Krzanich citou três tendências que devem pautar o ano de 2015: computação desencadeada, inteligência em todos os lugares e a revolução dos wearables (vestíveis).

O primeiro tópico ao qual ele se refere diz respeito justamente ao Real Sense da Intel, que possibilita que os computadores possam nos ouvir, sentir e entender melhor o mundo que os cerca através de câmeras e sensores.

Krzanich também chamou ao palco Dion Weisler, VP de impressoras da HP, para demonstrar a impressora 3D da HP, Multi Jet Fusion, que funciona com base em um processador Intel Core i7.

Em seguida, o CEO da Intel continuou a demonstração do Real Sense, mostrando como é possível tocar piano no ar, sem encostar em nada. Em seguida, um sistema de segurança por reconhecimento facial foi apresentado. A porta que deveria ser destrancada com a imagem de uma garota não funcionou muito bem na demonstração da Intel e o CEO acabou ficando um pouco desconcertado, mas sem perder o jogo de cintura.

Sensores e câmeras por tudo

A tecnologia Real Sense voltou a marcar presença no que Krzanich chamou de “Game of Drones”. A brincadeira começou com uma espécie de ping-pong em que os drones fugiam das pessoas no palco. Em seguida, uma pista de obstáculos mostrou que o Real Sense pode ajudar os drones a se locomoverem, evitando choques com obstáculos.

A revolução dos wearables é uma tendência forte para o futuro e a Intel quer fazer parte disso. Para isso, a empresa apresentou o Curie, um computador do tamanho de um botão desenvolvido para dar vida aos wearables. A empresa oferece treinamento e suporte para qualquer empresa que desejar trabalhar com o sistema.

A Intel também está fechando parcerias com empresas como a Oakley — fabricante de equipamentos esportivos, principalmente óculos de sol. Quem anunciou a novidade foi o próprio presidente da Oakley, Colin Baden, que subiu ao palco e explicou como é importante ter eletrônicos minúsculos.

Segundo Baden, um par de óculos está no rosto das pessoas, ele define a personalidade, faz parte dela. Assim, ao criar dispositivos inteligentes é preciso garantir que os eletrônicos não estraguem o design dos produtos.

A tecnologia Real Sense também vai ajudar pessoas com deficiências, e isso foi demonstrado com a participação de um funcionário da Intel portador de deficiência visual. Através de sensores espalhados pelo corpo, ele pode sentir se algo está se aproximando ou se afastando, dando a ele mais liberdade e mais sentidos para suprir a falta de visão

Na CES 2014 a Intel anunciou o concurso Make It Wearable, incentivando pessoas a criar os vestíveis mais interessantes, úteis e criativos de todos. O produto vencedor foi o Nixie, um drone que pode ficar preso no pulso como uma pulseira, mas que quando é atirado para longe tira uma foto e retorna para as mãos de quem o lançou; e isso acontece tudo de forma autônoma.

Os inventores do Nixie subiram ao palco para demonstrar como tudo funciona. A foto tirada pelo pequeno drone foi postada no Twitter:

Segundo o executivo, a competição retorna esse ano, mas agora com prêmios ainda maiores.

Para concluir o keynote, Brian Krzanich falou sobre a diversidade dentro das empresas e comentou que a Intel está lançando uma iniciativa para aumentar a diversidade no mundo da tecnologia. Para isso, a empresa pretende investir mais de US$ 300 milhões nos próximos cinco anos na contratação e treinamento de pessoal. A ideia é diminuir o preconceito contra minorias e mulheres nas companhias, além de aumentar a representatividade delas nas empresas de tecnologia.

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