(Fonte da imagem: Reprodução/Engadget)

É bem provável que você já tenha assistido a filmes futuristas em que a tecnologia está em cada peça de roupa usada e é realmente fácil de utilizar, como comandos com gestos ou apenas com a leitura da sua retina. Há diversas produções que poderiam ser utilizadas como exemplos, mas essa realidade é um tanto quanto fantasiosa, não é mesmo?

Pois acontece que a Intel acredita que tudo isso pode ser alcançado com uma série de avanços contínuos e está apostando parte de seus esforços nisso, dando origem ao que é chamado de RealSense. Essa novidade nada mais é do que uma nova linha de softwares e sistemas de hardware com um objetivo em comum: tornar a tecnologia mais natural.

Foco em um futuro bem tecnológico

Nas palavras da própria Intel na CES de 2014, eles estão trabalhando para que a “interação com a tecnologia seja mais simples, natural e imersiva”. Isso quer dizer que a companhia está trabalhando para criar aparelhos que se encaixem na sua vida e possam ser utilizados sem uma linguagem própria de comandos, como é o caso dos softwares de assistência pessoal atuais.

Ainda de acordo com o que foi explicado pela gigante dos chips, não há limites concretos para os formatos que essas novidades podem ter. Dessa maneira, podemos esperar softwares capazes de identificar o nosso humor em determinado momento do dia, sendo que isso é feito através de um hardware capaz de rastrear movimentos sutis do rosto — no entanto, este é apenas um exemplo.

Esforço que já começou...

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)

Ao contrário do que muita gente pode estar imaginando, a Intel já começou a trabalhar com esse futuro tecnológico e com uma aparência de filme — mas é claro que os primeiros passos não são tão grandes assim. Em parceria com a 3DSystems, a empresa anunciou a câmera RealSense 3D nesta CES de 2014.

A novidade é um módulo de câmera 2D com integração 3D, sendo o primeiro deste gênero no mundo. Dessa maneira, os aparelhos que utilizarem esta tecnologia vão poder trabalhar com parâmetros em três dimensões — de modo parecido com o do olho humano —, resultando em uma novidade que pode substituir o Kinect e o Leap Motion.

Diferentes utilidades e uma incerteza

O módulo trabalha em cores e em 1080p, além de ter sensores para gestos e leitura de faces. Dessa maneira, é possível que essa tecnologia interprete gestos com uma precisão bastante grande, sendo que também há a possibilidade de escanear objetos 3D de maneira bem simples. Além de tudo isso, essa tecnologia pode ser empregada em diferentes dispositivos, como ultrabooks e tablets, por exemplo.

É claro que muito trabalho ainda deve ser feito e as “evoluções” previstas pela Intel podem demorar para acontecer. Além disso, também não se sabe como essas tecnologias devem ser aceitas pelo público, já que é provável que elas obriguem as pessoas a utilizarem aparelhos de uma maneira diferente. No entanto, tudo isso é bem interessante, não é mesmo?

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