(Fonte da imagem: Tecmundo)

A Intel abriu a conferência de imprensa trazendo um conjunto completo de recursos para tornar a interação com os computadores mais natural. O foco foi a nova tecnologia RealSense, que vai dar mais sentidos às máquinas.

Quem liderou a apresentação foi Mooly Eden, gerente geral de computação perceptiva da Intel. Eden começou a apresentação falando que a Intel está trazendo a ficção científica para a realidade e, para fazer isso, é preciso enxergar as máquinas de um jeito novo. Essa nova forma de intereação precisa ultrapassar barreiras, mas, com as ferramentas certas, já é possível trazer para a realidade coisas vistas apenas nos filmes.

Eden continuou falando que hoje em dia a computação está em todos os lados e faz parte de nossas vidas de um jeito completo. Entretanto, a forma como interagimos com as máquinas ainda não é a ideal: precisamos de novos sistemas de interação; é preciso conversar com os computadores de uma forma mais simples, direta e intuitiva.

O executivo também lembrou da Lei de Moore, que diz que o número de transistores dentro de um chip dobra a cada dois anos. Se compararmos um chip de computador com o computador mais potente do mundo — o nosso cérebro —, é possível ver como as máquinas ainda são inferiores.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Entretanto — segundo Eden —, se a Lei de Moore estiver correta, em apenas 12 anos poderemos ter chips quase tão eficientes quanto nossos cérebros. Para fins de comparação: um processador de última geração tem aproximadamente 1,7 bilhão de transistores em seu interior, enquanto o cérebro humano carrega cerca de 100 bilhões de neurônios.

Para desenvolver máquinas mais eficientes, é preciso enxergar os computadores de uma nova maneira, e isso pode ser feito com o desenvolvimento de outros sentidos. Para interagir com os computadores de hoje e de antigamente nós já digitamos comandos, clicamos em ícones e já arrastamos figuras pelas telas toque.

Agora é a vez de trabalhar com gestos, reconhecimento de voz e visão. Tudo isso de maneira intuitiva, de um modo que não seja preciso aprender a trabalhar com o sistema.

Olhos, ouvidos, boca, toque, sentimento e contexto precisam estar presentes nos computadores para que tenhamos uma experiência mais completa.

Intel RealSense

Para que todos esses recursos sejam possíveis, é preciso criar soluções com software e hardware mais potentes. Desse modo, nasceu o Intel RealSense: um conjunto de sistemas pronto para levar as máquinas a ter sensações semelhantes àquelas praticadas pelos humanos.

Para isso, a Intel desenvolveu uma câmera 3D extremamente poderosa. Ela é compacta e pequena: do tamanho certo para ser acoplada em qualquer notebook, de qualquer fabricante. Junto com o acessório, uma série de softwares dedicados entra para dar suporte ao usuário.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Durante a demonstração, Mooly Eden exibiu uma captura de sua cabeça feita em três dimensões, incluindo detalhes bem característicos, como a textura da pele e dos cabelos. Segundo os engenheiros da Intel responsáveis pelo projeto, esse tipo de trabalho é simples e, no caso de um scan desse tipo, leva pouco menos de 15 minutos para ficar pronto.

Esse tipo de recurso deve ser extremamente importante com a popularização das impressoras 3D: basta escanear um objeto e mandá-lo direto para a impressora, sem a necessidade de se ter scanners intermediários no processo.

Para completar, a Intel também anunciou parceria com a 3D Systems. Quem apresentou a novidade foi o próprio presidente da companhia, Avi N. Reichen, que subiu ao palco e contou a novidade.

Chromakey em tempo real

A Intel também mostrou que a câmera é capaz de transmitir vídeos com bastante qualidade e com efeitos especiais. Para isso, ela fechou parceria com a Microsoft para criar um novo tipo de transmissão de vídeos via Skype.

A câmera é capaz de recortar a cabeça da pessoa em tempo real, permitindo que o fundo seja alterado e uma espécie de chromakey aconteça com apenas um clique do mouse (ou um gesto).

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Segundo a Intel, essa novidade poderá ajudar videologgers a produzirem conteúdo de forma mais fácil, já que não será preciso adquirir material de gravação específico para criar esse tipo de montagem. Basta um ultrabook Intel e um pouco de talento para apresentar os vídeos. Tudo isso faz parte do Touchcast, um serviço de criação de conteúdo.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

As novas ferramentas de câmera também poderão servir para ensinar crianças. O recurso de realidade aumentada está sendo desenvolvido em parceria com a Scholastic, um serviço global de publicação infantil.

Assistente pessoal Intel

Uma das maiores novidades da apresentação ficou a cargo do assistente pessoal para computadores. Batizado como Dragon Assistant, ele pode ouvir e interpretar comandos de voz, incluindo o contexto de alguns recursos. Para ouvir música, basta pedir ao assistente.

O Dragon funciona de forma semelhante aos comando de voz do Xbox One e da Siri, do iOS. Segundo a Intel, o serviço estará disponível em tablets e ultrabooks fabricados pela Acer, Dell, HP e Lenovo. Vale lembrar que o assistente funciona totalmente offline, permitindo que o usuário dite notas e textos para o aparelho.

Sensor de movimentos

Os sensores de movimentos também não ficaram de fora do RealSense Intel. Durante a demonstração, foi possível ver que o sistema reconhece muito bem os movimentos. É possível utilizar gestos para navegar na interface do sistema operacional e até mesmo para personagens dentro de jogos.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Para finalizar, um DJ subiu ao palco e mixou algumas músicas somente utilizando movimentos e recursos de realidade aumentada.

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