YouTube! Esse nome é tão comum que fica difícil conhecer alguém que não saiba do que ele se trata. Os vídeos armazenados nos servidores da Google alimentam sites de todos os tipos (até mesmo Baixaki e Baixaki Jogos possuem canais no serviço) e cerca de 70% de todos os usuários de internet do mundo acessam o YouTube com frequência.

Criado em 2004, por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim (três funcionários do PayPal), não demorou para que ele se tornasse o maior nome em vídeos online. Utilizando formato FLV (Flash Video), permitiu que computadores e conexões mais modestas também pudessem rodar os filmes com muita qualidade. Tudo isso colaborou para que surgisse o interesse de uma das gigantes da web.

Era Google: a aquisição bilionária

Em outubro de 2006, menos de dois anos após o lançamento oficial do serviço, o YouTube foi vendido para a Google. Na transação, os criadores levaram um total de 1,65 bilhão de dólares. Desde então, a Google apenas investe dinheiro para incluir mais e mais servidores para dar conta dos vídeos que chegam a todo minuto.

Não existe confirmação oficial por parte da empresa, mas há muitas fontes internacionais que afirmam que, até hoje, a Google não obtém lucros com o YouTube. Mesmo com as enormes quantias de dinheiro ganhas com propagandas, os custos com manutenção e expansão de servidores fazem com que o serviço não dê retorno financeiro. Sendo isso verdade ou não, é fato que o YouTube é uma propaganda e tanto para a Google.

Números atuais

Você sabe quantas páginas são carregadas no YouTube todos os dias? Em média, são três bilhões delas. Esses números levaram o YouTube ao patamar de terceiro site mais visto em toda internet mundial, ficando atrás do Facebook (segundo colocado) e também do motor de buscas Google (líder absoluto).

E não são apenas os números da audiência que crescem constantemente, pois o mesmo se aplica ao número de vídeos enviados para os servidores. Em 2007, foi feito um cálculo mostrando que o YouTube recebia cerca de oito horas de vídeo por minuto, o que significa um total de 11 mil horas por dia.

Hoje, o número está seis vezes maior. A cada minuto, são enviadas 48 horas de vídeos. Em um dia completo, isso representa um total de 68 mil horas. Ou seja, são 2,8 mil dias de vídeos somados, o que exigiria mais de 7 anos de visualizações sem interrupções para que fosse possível assistir a todos.

O YouTube e as redes sociais

Seguindo as tendências da internet, o YouTube aplicou botões de compartilhamento com redes sociais em todos os vídeos armazenados. Com eles, é possível enviar o filme (embutido ou não) para páginas do Blogger, Twitter, Myspace, Tumblr, Reddit, Buzz, Del.icio.us e StambleUpon, além dos já tradicionais Orkut e Facebook.

No Facebook, todos os dias, são compartilhados vídeos que poderiam rodar por um total de 150 anos sem interrupções e ainda não seriam vistos todos os filmes. Na página de imprensa do YouTube, há informações de que pelo menos 5 milhões de usuários fizeram amigos por meio do servidor de vídeos.

ID do conteúdo

Você já deve ter reparado que basta um vídeo fazer sucesso para que surjam centenas de cópias do mesmo material. Para evitar que isso gere prejuízos aos usuários que enviam material exclusivamente para os servidores do serviço, foi criado o método de ID do Conteúdo, que atribui uma identificação única de cada arquivo.

Com isso, torna-se mais simples evitar roubos de material e monetização indevida. Há mais de 1 mil parceiros cadastrados, inclusive redes de televisão dos Estados Unidos, gravadoras e produtoras de cinema. Todos os dias, são rastreados mais de 100 anos (isso mesmo, anos) de vídeos no YouTube em busca de arquivos que possam infringir as normas de direitos autorais.

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A pergunta “Quantos vídeos existem no YouTube?” não conhece resposta exata. O que sabemos é que o serviço é o grande nome do mundo dos vídeos online, sendo campeão de audiência em todos os quesitos. E você? Com que frequência acessa o YouTube? Você acha que algum outro serviço pode roubar o seu lugar?

Infográfico: Lanna Solci