As impressoras são fiéis companheiras dos usuários há muito tempo. Desde as matriciais, passando pelas jatos de tinta e térmicas, as impressoras parecem ter se modificado muito pouco em seu funcionamento desde que se tornaram populares entre os consumidores. Mas você já se perguntou exatamente como elas transformam os toners em textos e imagens impressas? 

Tecnicamente falando, o mecanismo por trás deste processo é bastante simples. Entretanto, na prática, é preciso que uma série de mecanismos físicos e químicos sejam ativados, de forma que o resultado final seja a impressão que você está acostumado a ver.

Equipamento em funcionamento

No coração de uma impressora a laser existe um tambor com um fotocondutor orgânico. Essa substância tem uma propriedade curiosa: no escuro, mantém uma carga elétrica acumulada, mas quando exposta à luz ela se dissipa com facilidade.

Para imprimir uma imagem, primeiramente o tambor recebe uma carga estática uniforme. Um feixe de ondas laser é emitido de forma intermitente, traçando o “caminho” do texto ou da imagem que virá a seguir. Esses feixes de laser são direcionados por um espelho e vão em direção a pontos específicos do papel.

Nesse momento entra em ação o toner, aquele que possui carga finita e que você precisa substituir sempre que o seu conteúdo acaba. Quando agitado ele deposita pequenas partículas sobre o papel, passando antes pelo rolo do toner. A carga neste momento é negativa, mas o papel recebe uma carga oposta, positiva.

Esse encontro de cargas positiva e negativa permite que as letras ou a imagem em questão sejam formadas na folha, pressionando-as firmemente no papel de modo que elas não se dissolvam depois de impressas.

Vale lembrar que, antes desse processo ser iniciado, é necessário que os dados produzidos no computador sejam encaminhados para a impressora. Esse processo é feito via cabo ou wireless.

Diferente do que acontecia no passado, quando o armazenamento de uma impressão consumia boa parte da memória RAM, os modelos mais atuais conseguem dar vazão mais rapidamente aos documentos impressos, concluindo todo o processo sem sobrecarregar tanto o seu PC. 

Um conceito de quase oito décadas

Usando os mesmos princípios, Chester Carlson desenvolveu em 1938 aquilo que podemos considerar a primeira impressora a laser do mundo. A única companhia que se interessou pela sua tecnologia foi a Xerox e isso aconteceu somente duas décadas depois, em 1960.

Em 1969, o engenheiro Gary Starkweather, da Xerox, modificou alguns princípios em seu funcionamento, permitindo que a impressora a laser, de fato, ganhasse vida. A primeira impressora a laser comercial foi lançada pela HP, em 1984, e pesava nada menos do que 32 quilos. O modelo foi batizado de HP Laserjet.

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