Impressoras 3D agora podem confeccionar vidro transparente. Quem anunciou a descoberta foi o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), segundo informa o Gizmodo. Até então, partículas de vidro eram fundidas abaixo de seu ponto de derretimento; como resultado, folhas frágeis e não transparentes eram criadas.

A mais nova descoberta permite, assim, que o sistema de impressão trabalhe a altas temperaturas – o que resulta na criação de esculturas resistentes e transparentes. O vidro fundido em um “forno de sopragem” é transportado até um tipo de bocal controlado por computador. O mecanismo trabalha a 1.900 ºC.

A impressão é resfriada através dos movimentos “para frente” da impressora. Conforme explica Neri Oxman, um dos pesquisadores responsáveis pela façanha, o material parece mel derretido no momento em que está sendo moldado. Mas qual é a vantagem de se fabricar peças de vidro às custas de uma impressora 3D?

Também como observa Oxman, componentes com um interior complexo podem ser projetados, “ao contrário do glassblowing [que faz uso do ar para confecção das peças], onde as características interiores refletem a forma exterior”. O professor acredita que intervenções arquitetônicas poderão ser feitas a partir da nova técnica – seria possível, por exemplo, desenvolver conceitos que levem em conta a interação entre “edifício e meio ambiente”.

O próximo passo é desenvolver um sistema para a impressão de objetos com vidro colorido e para modelagem de esculturas “maiores”.

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