Fundada em 2013, na cidade californiana de Redwood City, a empresa Carbon3D vinha desde então desenvolvendo secretamente um impressionante novo método de impressão 3D que chega a ser de 25 a 100 vezes mais veloz do que os demais sistemas disponíveis atualmente.

A tecnologia, batizada de CLIP (Interface Líquida de Produção Contínua, na sigla em inglês), funciona através da combinação de luz ultravioleta e oxigênio para moldar uma resina líquida fotossensível. No lugar de imprimir uma camada de cada vez, processo que leva muito tempo e termina em uma estrutura relativamente frágil, esse novo processo utiliza uma película transparente permeável que controla a quantidade de oxigênio que entra no reservatório de resina.

O material que tem contato com a luz se solidifica, enquanto as áreas que recebem a passagem de oxigênio são inibidas de fazer o mesmo. Segundo seus criadores, o controle da película é tão preciso que é possível criar “zonas mortas” dentro da resina com apenas algumas dezenas de mícrons de espessura – o que equivale ao diâmetro aproximado de três hemácias, as células vermelhas do sangue.

Investimentos de peso

Em 2013, durante o desenvolvimento de seu primeiro protótipo, a Carbon3D conseguiu investimento da empresa Sequoia Capital, uma das mais antigas e bem-sucedidas companhias de capital de risco no planeta. Para o segundo protótipo, a Silver Lake Kraftwerk foi a investidora. No total, foram levantados 41 milhões de dólares para financiar o projeto, o que explica o porquê de ele só ter sido revelado agora, depois de pronto.

“A tecnologia 3D atual tem falhado em cumprir a promessa de revolucionar o processo de manufatura. Nosso método CLIP oferece uma mudança nesse fato através de velocidade, propriedades mecânicas consistentes e escolha de materiais necessários para produzir peças comerciais complexas com qualidade”, afirmou o Dr. Joseph DeSimone, CEO e cofundador da Carbon3D, em entrevista ao site 3DPrint.com.

O processo CLIP foi desenvolvido por DeSimone junto ao professor universitário Edward Samulski e ao Dr. Alex Ermoshkin. O objetivo deles é romper a barreira de nicho que a impressão 3D ainda possui e resolver os problemas fundamentais desse tipo de tecnologia, como preços elevados e longo tempo de produção, através de uma perspectiva nova.

Ainda sem preço definido, acredita-se que o CLIP deve começar a ser comercializado em breve. Ficaremos de olho para trazer a vocês qualquer novidade.

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