A impressora 3D já foi usada para diversas finalidades, mas, agora, parece que vai provocar uma revolução na medicina. Na Inglaterra, o paciente John Cousins, que sofria de apendicite e cálculo renal, imprimiu um modelo 3D do próprio rim para ajudar seu cirurgião.

O objeto foi usado como guia para a extração da pedra, numa operação que durou cerca de duas horas. O formato do cálculo era especialmente complicado: ele foi chamado de "stag head" (cabeça de veado, numa tradução livre), devido ao formado de chifre.

"No momento, eles olham para uma tela 2D", diz Cousins. "Se pudermos dar-lhes um modelo físico, poderão reduzir, em última instância, o tempo em que se leva a uma cirurgia e, com isso, diminuir as taxas de infecção", acredita. De fato, Bhaskar afirmou que poderia acelerar os procedimentos em 30 minutos.

"Torna o nosso trabalho mais fácil", comenta o médico. "Essa era uma pedra muito grande, de quase 3,5 cm, e o 3D nos ajudou a dar uma estimativa aproximada de onde atacar e ser mais preciso", conclui.

Os modelos 3D eram apenas usados em cirurgias de alta complexidade, como o caso de uma menina de quatro anos com conexão venosa pulmonar anômala total em Miami, em que as veias pulmonares são direcionadas para o lado errado do coração. Agora, o cirurgião quer testar o método com 20 outros pacientes.

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