Existem alguns momentos na vida em que temos a oportunidade de acompanhar coisas extraordinárias, presenciar um salto na evolução tecnológica. E foi exatamente isso o que aconteceu quando a MakerBot Replicator 2 chegou à NZN.

A princípio, o objeto não chamou muito a atenção, pois de longe tudo o que se podia ver era uma caixa preta, com alguns poucos fios conectados.

Quando a impressora finalmente foi montada e colocada na mesa, mais olhos tentavam perceber que objeto era aquele. Quando ela finalmente começou a imprimir o seu primeiro objeto, uma multidão já se aglomerava em torno dela para ver a imagem de um pequeno tubarão se formando pouco a pouco.

É esse tipo de momento que faz você pensar: “Eu estou vivendo no futuro”.

Descobrindo a novidade

Não que as impressoras 3D sejam exatamente uma novidade; elas já estão no mercado há um bom tempo. Entretanto, somente agora é que o custo desse tipo de equipamento chegou a um patamar acessível ao grande público. E grande parte dessa popularização se deu graças à MakerBot, uma empresa americana com sede no Brooklin, em Nova York, fundada em 2009.

O primeiro modelo lançado pela empresa foi a Cupcake CNC, comercializada como um kit para que os usuários montassem tudo a partir do zero. Por ser um produto de código aberto e possuir uma grande base usuários entusiastas, o projeto cresceu e logo melhorias foram sugeridas e aplicadas ao design.

Cupcake CNC (Fonte da imagem: Reprodução/TechHive)

Depois dela veio a Thing-O-Matic, que era ume versão melhorada da Cupcake, mas ainda distribuída em forma de kits desmontados. Em 2012, a MakerBot decidiu lançar a Replicator. Um modelo muito mais moderno e que já vinha montado de fábrica; a intenção era popularizar ainda mais os produtos.

A Replicator 2 chegou em setembro de 2012, trazendo uma área de impressão maior, mais velocidade e muitas vantagens em relação aos modelos anteriores. A impressora é muito mais amigável ao público em geral: primeiro porque não é mais preciso montar tudo a partir do zero, e depois porque ela possui um painel de controle — com tela de cristal líquido — que permite o controle total de suas funções, mesmo longe de um computador.

(Fonte da imagem: Divulgação/MakerBot)

Design elegante

O design da Replicator 2 é bastante refinado; o corpo da impressora é composto por painéis revestidos com aço na cor preta, e a parte interna é iluminada por LEDs, o que proporciona um efeito legal na hora do trabalho.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Diferente dos modelos anteriores em que a base se movimentava para os lados e a extrusora subia para formar as camadas, a Replicator 2 mexe a extrusora nos eixos X e Y enquanto a base principal se move para baixo, no eixo Z.

A montagem da impressora também se mostra muito mais robusta que antes, provando que a MakerBot aprendeu com as experiências anteriores e desenvolveu um produto com mais qualidade e durabilidade.

Para controlar as funções principais do equipamento, a impressora traz uma tela de cristal líquido e um direcional que lembra um controle de video game localizados na parte da frente. Graças a isso, até mesmo quem nunca viu uma impressora 3D na vida consegue navegar pelas opções sem muitos problemas.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Matéria-prima

A matéria-prima utilizada para a impressão dos objetos é o PLA, um tipo de plástico completamente biodegradável e que não produz cheiro forte ou fumaça na hora da impressão.

Segundo a MakerBot, esse tipo de material precisa de menos calor para derreter, fazendo com que a impressora consuma até 32% menos energia e possa criar modelos ainda mais perfeitos, já que esse tipo de plástico se deforma menos no momento da impressão.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

O rolo de PLA fica posicionado estrategicamente na parte de trás da impressora e fornece o filamento por uma guia sempre que a extrusora requisita o material.

Modelando os objetos no computador

A impressora traz alguns objetos na memória para que você teste o equipamento sem precisar se preocupar com a instalação de softwares no computador. Contudo, se você quiser criar algo a partir do zero para imprimir, vai precisar aprender a modelar objetos em três dimensões no computador, e é aí que muita gente acaba se assustando.

Blender. (Fonte da imagem: Reprodução/Blender Cookie)

Nesse ponto, a MakerBot não deixa os usuários sozinhos. A empresa oferece uma vasta documentação que sugere uma infinidade de softwares — gratuitos ou não — para que você possa começar a modelar no computador. Pode não ser muito fácil criar tudo no início, mas basta ter um pouco de paciência e em pouco tempo você estará criando obras maravilhosas.

Não quer modelar nada? Tudo bem, acesse o Thingiverse

Se você não sabe, não quer ou não tem tempo para modelar alguma coisa, mas quer imprimir objetos em três dimensões, você pode acessar o Thingiverse. O site foi criado pela MakerBot para reunir arquivos com design digital de objetos. Basta acessar a comunidade, escolher o modelo, baixar e imprimir.

(Fonte da imagem: Reprodução/Thingiverse)

Caso você se sinta inspirado e consiga modelar alguma coisa do zero, pode contribuir com a comunidade do Thingiverse e mandar a sua criação para lá.

Preparando o objeto para a impressão

Assim que você já tem o seu objeto pronto para a impressão, é preciso prepará-lo para isso com o software da impressora. O que esse aplicativo faz é simples: ele calcula as dimensões do objeto e o divide em centenas de camadas.

Para essa finalidade, a MakerBot disponibiliza o MakerWare, um software com uma interface incrivelmente simples que permite que você mova, redimensione e mude algumas características do objeto a ser impresso. Depois, é possível enviar os dados diretamente para a impressora ou para um cartão SD e imprimir.

MakerWare preparando a impressão. (Fonte da imagem: Tecmundo)

Outro software recomendado pela MakerBot é o ReplicatorG. Esse aplicativo oferece um controle um pouco mais avançado sobre a impressora e os modelos, como a atualização de firmware e teste dos componentes da Replicator 2.

Importante: nenhum desses softwares permite a criação e a modelagem dos objetos, eles servem apenas para o gerenciamento das informações pré-impressão.

A qualidade da impressão, ou resolução, é calculada pela espessura das camadas que compõem a imagem; e a Replicator 2 possui três configurações:

  • Alta definição: camadas com 100 mícrons de espessura;
  • Média definição: camadas com 270 mícrons de espessura;
  • Baixa definição: camadas com 340 mícrons de espessura.

A impressora deposita o material para formar as camadas. (Fonte da imagem: Tecmundo)

A Replicator 2 também pode criar objetos relativamente grandes. A área total de impressão é de cerca de 6.717 centímetros cúbicos, ou seja, é possível criar modelos com 28,4 x 15,5 x 15,5 centímetros de tamanho.

Como funciona a MakerBot Replicator 2?

O mecanismo da impressora é relativamente simples. Antes de tudo, você encaixa o filamento de PLA na parte de cima da extrusora, que aquece a sua ponta e começa a derreter o plástico.

Extrusora preparando-se para o trabalho. (Fonte da imagem: Tecmundo)

Para criar os objetos, a extrusora se movimenta nos eixos X e Y, ou seja, na vertical e na horizontal, depositando o plástico derretido na base para formar a primeira camada. Quando essa parte fica pronta, a base movimenta-se para baixo no (eixo Z) o suficiente para que uma nova camada possa ser criada, de acordo com a resolução definida por você no início.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Esse processo se repete até que o objeto fique pronto, o que pode levar poucos minutos para modelos mais simples e até várias horas, como o nosso Lego Darth Vader, que levou aproximadamente 3 horas e 40 minutos para que todas as suas peças fossem concluídas.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

No final da impressão, remover os objetos da base exige um pouco de cuidado, pois, dependendo do tamanho, eles podem acabar grudando mais do que deveriam. Nada que prejudique a experiência de uso, no entanto.

E depois de pronto?

Quando a impressão finalmente termina, você pode analisar o objeto de perto e ver como as camadas são formadas. Quanto melhor a resolução escolhida, melhor será a qualidade do objeto final.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Depois de terminar a impressão, também é possível terminar o trabalho com uma pintura personalizada. Com um pouco de prática você logo estará criando action figures melhores que aqueles vendidos por centenas de dólares.

Vale a pena?

Ter uma impressora 3D é essencial para quem adora criar. Além disso, o potencial comercial de um produto assim é muito grande, principalmente para a criação de objetos sob encomenda.

Para essas finalidades, a MakerBot Replicator 2 é uma ótima alternativa. O produto é bem construído e ainda por cima possui um design muito bom, além de o seu uso ser relativamente descomplicado.

Segundo a fabricante, a taxa de manutenção do aparelho é baixa, sendo necessária apenas a substituição de algumas peças durante a vida do equipamento.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Nesse ponto, a MakerBot oferecem um suporte muito bom, com a venda de peças sobressalentes e uma documentação incrivelmente completa, suficiente para acabar com qualquer dúvida.

O preço da Replicator 2 assusta um pouco no início: US$ 2.199 (cerca de R$ 4.400). Adicione a esse valor o frete, os impostos de importação e a matéria-prima, e o investimento pode chegar próximo aos 10 mil reais.

Os rolos de PLA, em diversas cores diferentes. (Fonte da imagem: Tecmundo)

As impressoras 3D chegaram para ficar, isso é um fato. O mundo está passando por uma revolução no modo como as coisas são fabricadas e, em breve, teremos modelos em todos os lugares, assim como já aconteceu com as impressoras normais.

(Fonte da imagem: Reprodução/Thingiverse)

Nesse ponto, é interessante acompanhar a evolução da MakerBot, desde os primeiros modelos até a Replicator 2, e ver como a companhia cresceu, assim como a qualidade dos seus produtos.

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