Se você já ouviu falar sobre o “Rolling Shutter”, deve imaginar que coisas estranhas se passam nos sensores de imagens digitais. De uma hora para outra, dependendo da frequência de um movimento, imagens e vídeos podem apresentar um efeito bizarro que intriga muita gente.

No vídeo, você pode conferir o mais novo exemplo da brincadeira que o Rolling Shutter consegue fazer. Tocando a uma frequência de 61 Hz, o alto-falante foi filmado com uma Canon D6 DSLR tradicional com 60 quadros por segundo e 1/4000s de velocidade. Como você pode conferir, o resultado parece uma edição comum, exceto pelos dedos do fotógrafo que parecem deslocados.

Na verdade, o vídeo não está em câmera-lenta, e a movimentação dos dedos do rapaz prova toda a história.

Que bruxaria é essa?

Outros exemplos de bizarrices do Rolling Shutter (Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)

Apesar de parecer, o Rolling Shutter não é resultado de práticas místicas de senhoras com verrugas no nariz. Isso acontece por conta desse sistema criado para baratear os sensores de imagem e processadores. Com o Rolling Shutter, o chip da câmera processa uma linha de células sensíveis do sensor por vez, enquanto as demais linhas continuam a receber informação luminosa. Dessa forma, a imagem capturada e processada por uma linha nunca acontece no mesmo momento de outra.

Essa mínima discrepância de tempo faz com que cada quadro dos vídeos seja capturado em movimento e, depois, transformado em uma imagem parada. Ou seja, as coisas ficam estranhas, esticadas e apresentam outras propriedades bizarras.

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