Muitos querem aparelhos celulares “tudo em um”, que gravam vídeos, tocam listas infinitas de MP3, acessam internet banda larga e que ainda por cima lavam a louça. Quer dizer, nem tanto, mas o desejo pela praticidade chega perto! Dentre estas necessidades do comprador que parte em busca de um novo aparelho, uma das que mais tem destaque é a câmera, principalmente no que diz respeito à qualidade.

Pessoas esperam fotografias como as das câmeras tradicionais (Cybershots e companhia), mas a realidade é que as câmeras dos celulares sofrem com inúmeras limitações, começando pela resolução de captura, que para os modelos mais populares atualmente varia entre 1.3 e 3 Megapixels.

Mesmo assim, você pode conseguir ótimas capturas de imagens (nada perto de níveis profissionais, tenha isso em mente), tais como estes exemplos colocados abaixo. É preciso apenas um pouco de treino, percepção e uma combinação das dicas que nós colocamos aqui, para você. Confira!

*Estas fotografias foram obtidas com a câmera de um SonyEricsson W810i. Resolução de 2.0 megapixels.

Qualidade acima de tudo

Antes de começarmos com o restante das dicas, é essencial que você configure adequadamente (isto é, para a melhor qualidade permitida) o seu aparelho. Acredite: salvar espaço em seu cartão de memória com ajustes inferiores não compensa a perda de qualidade final, ainda mais para quem já conta com quantias acima de 256 MB.

Siga para a tela de configuração da câmera (geralmente encontrada no próprio aplicativo de captura) e ajuste tudo para o máximo possível.

Opções que são geralmente encontradas são:

•    Qualidade da imagem.
•    Resolução.

Além destas, você provavelmente se deparará com níveis de exposição, equilíbrio de branco e de brilho. Deixe-os, quando possível, no automático (para a realização da compensação automática) ou em valores neutros, zerados.

Sol na medida certa!

É comum encontrarmos paisagens belíssimas e, depois de capturadas, vermos imagens apagadas, sem brilho e acinzentadas nas telas dos aparelhos. Isso ocorre, geralmente, pela ausência de iluminação adequada, já que a câmera do celular necessita de um tempo de exposição maior e não conta com bons sensores.

Por mais que alguns dos modelos venham equipados com os LEDs de flash, eles nunca conseguirão suprir a necessidade ideal de luz, principalmente em ambientes mais escuros e internos.

Se o dia estiver com o sol brilhando e um céu azul, prepare-se para conseguir ótimas imagens, principalmente no que diz respeito à fidelidade de cores. Entretanto, se o dia estiver nublado — ou se a noite começar a cair — espere pontilhados e perda de brilho na imagem final. Também não se empolgue com a idéia de luz. Se virada diretamente contra a fonte de iluminação, a lente dos aparelhos não reage bem e começa a misturar os pixels.

Para ilustrarmos melhor ambos os fatos, preparamos duas comparações rápidas. Para a comparação interna, optamos por em uma sala fechada com as persianas abertas, iluminando bem o ambiente. A segunda foto com as frestas mais fechadas, dependendo da iluminação interna. A diferença é significativa, principalmente no que diz respeito à definição dos objetos.

Janela aberta e fechada, no escritório.

Agora em condições de iluminação externa, com a lente voltada para dois pontos diferentes, mas muito próximos. Observe como cada uma das situações cria um efeito diferente, dada a exposição variada à luz.

 

Apenas um pequeno movimento foi necessário para obter a iluminação adequada.

Bem atrasado

Se você quer usar com maestria a câmera do seu celular, é vital também dominar o tempo que a fotografia demora para ser capturada. Sim, depois de pressionar o botão da câmera é necessário manter fixa sua posição, caso contrário você fotografará ou o que estiver pelo caminho ou um grande borrão.

Tremer é algo que você nunca poderá fazer (causará o mesmo efeito descrito acima)! Portanto apóie-se bem, se necessário com os braços sobre alguma superfície) ou procure deixar o aparelho estacionário sobre alguma superfície.

Será necessário mais tempo

Novamente: condições de iluminação mais baixas tendem a exigir mais tempo para a captura de imagem. Tal fato o obriga a manter o punho firme para que o resultado não fique tremido. Neste cenário, também evite fotografar objetos e outras coisas que estejam em movimento. O resultado final não será o esperado e nem próximo do obtido com câmeras de verdade.

As melhores tomadas

A maioria das câmeras vem “seca”, sem recursos extras. Você confere a imagem na tela, aperta o botão, espera e obtém a fotografia. Para estes casos, o melhor é definir um plano para a captura, afinal a profundidade não é processada adequadamente (com ou sem foco, com leve embaçado ou focado). Tudo terá o mesmo “peso” na imagem.

Pixels visíveis na fotografia

Exemplo sem o foco de ajuste automático. Repare na perda de qualidade e nos pixels visíveis.

Entretanto, alguns modelos possuem o que é chamado de AutoFocus (ou foco automático). Ele reconhece automaticamente o que deve ser focado, tornando combinações e fotografias com mais movimento uma possibilidade. Para ativá-lo, quando seu celular o possuir, pressione o botão de captura levemente, até que a imagem se ajuste. Em seguida, pressione o botão com força para realizar a captura.

Repare no desfoque intencional ao fundo

Veja como está a distribuição da rosa e do fundo, com o ajuste de foco.

Zoom? só com câmeras normais...

Tenha consciência de que a sua câmera do celular também (até agora) não foi feita para capturar objetos e detalhes distantes. Para fotografar com qualidade, aproxime-se de verdade e esqueça que o zoom ótico está presente como uma função.

Muitos não entendem o motivo para isso, mas aqui vai a resposta: o que o zoom digital faz, na realidade, é apenas ampliar os pixels que já estão na tela, e não a imagem que será fotografada, como nas lentes óticas.

À esquerda, exemplo do que o zoom digital faz.

Para entender melhor o processo, imagine que você tem uma imagem de 300x300 pixels em sua tela, mas deseja utilizá-la como papel de parede. Ao colocá-la como tal, você a esticará em sua tela, criando o que é chamado de “pixelização”. Tudo ficará terrivelmente estourado, distorcido. É exatamente isso que o Zoom digital faz, amplia o que já foi capturado e não a fonte.

Saiba o momento de usar

Como você pôde observar, a câmera do celular é capaz de capturar belíssimas imagens, desde que provida das condições ideais. Mesmo assim, você depende de uma enormidade de fatores para desfrutar do máximo potencial, o que torna seu uso inviável principalmente em situações com pouca luz.

O que nós podemos lhe dizer é que, pelo menos por enquanto, não há como substituir as boas câmeras digitais. Invista na do aparelho celular para ter em momentos mais repentinos e descontraídos, mas não deixe de levar sua câmera “real” para aquela viagem com a galera.

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