Para comemorar o aniversário de um ano do lançamento de sua plataforma aberta na nuvem, a IBM realizou nesta quinta-feira (30), em São Paulo, o Desafio Bluemix. A ideia do evento foi reunir nomes de diversos segmentos do mundo de tecnologia – entre imprensa, empresários do ramo e os próprios desenvolvedores – em uma mistura de palestra e bate-papo descontraído sobre o tema e, ao mesmo tempo, mostrar na prática como um serviço desse tipo pode resultar em soluções de qualidade que podem ser produzidas em alguns poucos minutos.

Quem abriu a conversa foi Marcela Vairo, gerente de alianças da IBM Brasil, que fez uma explicação breve sobre o funcionamento da mais nova aposta da empresa na computação na nuvem. Disponibilizado inicialmente em 2014, o Bluemix se baseou no Cloud Foundry para abrigar uma ampla gama de serviços, bancos de dados e linguagens de programação que possam interessar aos profissionais da área. O principal diferencial em relação a outros produtos semelhantes é um foco na facilidade de acesso.

Rápido e prático

Essa acessibilidade chega em dois frontes para o usuário final: simplicidade na hora de utilizar e testar os recursos oferecidos pela IBM e, claro, um patamar de custo aceitável mesmo para quem está iniciando no setor. Para falar do primeiro ponto, a palavra passou para Sérgio Gama, gerente do centro de inovações da companhia. Ele comentou exatamente sobre como o Bluemix possibilita uma série de funcionalidades que agilizam o trabalho do desenvolvedor, poupando muito tempo nesse processo.

Após um cadastro rápido no sistema da IBM, o site oficial do produto permite ao cliente executar máquinas virtuais com rapidez, dar início a criação de apps web ou mobile com alguns poucos cliques, conferir as soluções pré-programadas da página ou mergulhar de cabeça na brincadeira checando o extenso catálogo de ferramentas disponíveis. O executivo passeou pelos menus e deixou claro que basta um conhecimento básico em programação para que se possa ligar os diferentes elementos dessa central.

Enquanto discorria sobre as possibilidades da plataforma, Sérgio demonstrou em tempo real para os participantes do Desafio a velocidade de produção de aplicativos através do portal. Utilizando algumas combinações de módulos do Bluemix, por exemplo, ele fez com que o sistema pesquisasse tweets falando do Uber, categorizando as mensagens por localização geográfica. Como se não bastasse, habilitou ainda uma análise dos textos em tempo real que dizia se os comentários sobre o serviço eram positivas, negativas ou neutras.

Caminho para novos profissionais

Pegando essa deixa, Bruno Souza, um dos grandes especialistas brasileiros em Java, falou sobre como um projeto como o Bluemix permite que mais pessoas possam se interessar por desenvolvimento ao deixar que elas coloquem as mãos em ferramentas de ponta da área de tecnologia. O profissional traçou um paralelo com a situação desse mercado há algumas décadas, quando era preciso desembolsar dezenas de milhares de dólares para que se tivesse acesso a recursos de qualidade – impedindo que muita gente se envolvesse com o tema.

Bruno citou o caso do garoto Pedro Carrijo, que começou a programar com apenas 11 anos e, hoje, com 14, já coleciona aplicativos para diversos sistemas. Jovem e com uma família sem muitas condições financeiras, o menino só conseguiu entrar nesse ramo por conta das tecnologias de código aberto e de computação na nuvem. O “Javaman” brasileiro lembrou que, com a solução da IBM, outros rapazes com a idade de Pedro podem brincar com as funções do badalado supercomputador Watson – também presente no Bluemix.

Empolgado com a iniciativa, Bruno analisou que a verdadeira conquista é a oportunidade que projetos como esse dá a desenvolvedores brasileiros, oferecendo provedores cloud locais, pagamento facilitado e uma mentalidade que sai do tradicional eixo corporativo para dar suporte ao estudante ou a toda uma leva de novas startups. É possível, aliás, brincar com conceitos como Big Data, Computação Cognitiva e Internet das Coisas sem que seja preciso gastar um centavo, já que o Bluemix pode ser operado gratuitamente dentro de alguns limites.

Bazinga!

A grande surpresa do evento se deu por conta da participação de Vinicius Senger, fundador da Globalcode e aficionado pela Internet das Coisas. Isso porque enquanto as apresentações rolavam durante a manhã, o desenvolvedor aproveitou para colocar à prova o sistema da IBM ao fazer com que ele conversasse com a IoT Surfboard, uma placa recém-lançada pela empresa do brasileiro. Utilizando APIs e ferramentas presentes no Bluemix, ele fez com que uma lâmpada ligada ao circuito se acendesse através de um comando dado na nuvem.

Claro que a ideia foi simular a cena clássica de The Big Bang Theory, na qual os personagens se empolgam com a possibilidade de controlar uma série de aparatos domésticos através do computador. A demonstração, porém, foi além da brincadeira, com Vinicius mostrando que a plataforma dá acesso a todo tipo de sensor presente em seu hardware. Para ele, o conjunto podendo ser usado para ensinar na prática noções de programação e engenharia eletrônica para crianças e adultos que nunca tiveram contato com essas áreas.

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