Michelle Zhou, a responsável pela pesquisa de personalidade da IBM. (Fonte da imagem: Reprodução/VentureBeat)

Como muita gente já deve ter imaginado, as postagens em redes sociais carregam um pouco da personalidade de cada um — afinal de contas, elas são um reflexo do que você pensa. No entanto, você já imaginou que você pode ser “traçado” com apenas 200 dos seus tweets? Pois é exatamente isso que uma pesquisadora da IBM faz.

O nome dessa profissional é Michelle Zhou, uma das colaboradoras da divisão de pesquisas da IBM — ela tem grande experiência na área de estudos em geral e trabalha nas dependências de San Jose, na Califórnia. Além disso, para conseguir analisar a personalidade das pessoas, ela realiza uma análise de dados bruta.

Dividindo quem você é

Assim como ela deixou claro em entrevistas, isso quer dizer que a pesquisadora analisa 200 postagens do Twitter — ou dados de outras redes — para conseguir encontrar o que é chamado de “pegada linguística”. Isso nada mais é do que o seu estilo de escrita, vícios próprios de linguagem e outras individualidades que apontam para a maneira como você pensa.

Dessa maneira, ela pode dividir a sua personalidade em diferentes traços, como “agressividade” ou “conservadorismo”. Essa técnica não é exatamente nova, mas não era utilizada antes pelo simples fato que havia uma dificuldade em encontrar tanto material escrito de maneira espontânea, algo que foi mudado com o surgimento de redes sociais.

Com o objetivo de validar esse tipo de trabalho, Zhou passou um tempo pesquisando o que era postado por outros funcionários da IBM em uma rede fechada da companhia e depois comparando os traços observados no Twitter desses mesmos colaboradores. Com isso, ela pode afirmar que as “manias” encontradas são as mesmas.

Inteligência e economia de dinheiro

(Fonte da imagem: Reprodução/VentureBeat)

Apesar de ser algo bem bacana em um primeiro momento, o trabalho de Zhou pode encontrar vários empecilhos para continuar, sendo a privacidade das pessoas a primeira barreira — afinal de contas, em teoria, ela não poderia sair por aí usando o perfil de estranhos no Twitter para traçar a personalidade deles.

Contudo, a pesquisadora afirma que há utilidades que não resvalam em polêmicas como a citada anteriormente. Ela diz isso alegando que a pesquisa pode ser empregada para posicionar melhor representantes de empresas em negociações e para que produtos sejam melhores segmentados — com isso, por meio de voluntários, não seria necessário basear ações de propaganda em dados demográficos de sexo, idades, entre outras coisas, economizando de milhões de dólares em pesquisas.

Sim, ainda tem mais...

E os projetos da IBM não acabam por aí, já que eles pretendem utilizar essa possível personalidade traçada para desvendar as vontades e necessidades de cada pessoa. Esse tipo de informação poderia ser usada não somente pelo comércio, mas em casos hospitalares, no qual o doente está inconsciente e sem familiares, para descobrir que tipo de tratamento ele escolheria.

Além de tudo isso, Zhou diz que a companhia pretende ser bem aberta em relação à privacidade das pessoas, mostrando quem teria acesso a que postagem, por exemplo — com isso, serviços extremamente personalizados e transparentes podem surgir. E aí, o que você achou de toda esta ideia?

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