Vista em corte de uma pastilha de silício nanofotônica combinando circuitos ópticos e elétricos. (Fonte da imagem: Reprodução/IBM)

A IBM anunciou hoje uma tecnologia de comunicação óptica chamada “silicon nanophotonics” (ou “silício nanofotônico” em uma tradução literal). A novidade da empresa norte-americana usa a luz em vez de sinais elétricos para transferir informações entre sistemas de computação, permitindo que grandes volumes de dados sejam movidos com muito mais velocidade entre, por exemplo, chips em servidores, grandes data-centers ou supercomputadores.

Com base na mesma tecnologia dos CIs convencionais, o CMOS, a IBM conseguiu desenvolver um meio de integrar diversos componentes ópticos em série usando um único chip de silício baseado na arquitetura de 90 nm — ainda um pouco “grande” para os atuais padrões dos processadores mais avançados, que chegam a possuir arquiteturas de 14 nm.

De acordo com o comunicado à imprensa da própria fabricante, o novo chip de silício nanofotônico é capaz de exceder a taxa de reansferência de 25 Gbps. Além disso, o componente é capaz de alimentar uma série de fluxos de dados em paralelo através de uma única fibra óptica.

Tecnologia da IBM é capaz de integrar circuitos ópticos e elétricos lado a lado no mesmo chip. (Fonte da imagem: Reprodução/IBM)

Isso deve desafogar o problema de congestionamento no tráfego de dados existente em servidores e grandes centros de processamentos de informações. Os responsáveis pela nova tecnologia da IBM também garantem a sua viabilidade econômica para produção em grandes escalas. Previsões para a chegada desse componente ao mercado, bem como estimativas dos preços desses chips, não foram reveladas pela empresa.

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