Desde que o Watson se tornou uma das principais ferramentas da casa, a IBM tem se tornado um conglomerado de armazenamento, processamento e análise de dados. Por conta disso, quem já estava por dentro dos negócios da empresa não estranhou quando ela fez a aquisição da The Weather Company – dona do The Weather Channel – em 2015. Agora, essa parceria começa a dar alguns frutos bem interessantes.

Tendo como base a quantidade gigantesca de informações captadas diariamente pela companhia especializada no clima, a plataforma cognitiva da IBM anda usando esses recursos para criar todo tipo de novo serviço ou aplicações para seus produtos. Em um comunicado emitido na última quarta-feira (21), no entanto, a empresa anunciou que deve dar um passo muito mais ousado que os anteriores: criar um novo modelo de previsão climática.

Aquisição pode resultar em sistema revolucionário

Desenvolvido em parceria com o National Center for Atmospheric Research (NCAR), o projeto propõe um sistema muito mais avançado e preciso que os convencionais, podendo fazer previsões com uma abrangência ímpar – seja de uma quadra do seu bairro ou de toda uma região do país. “IBM é uma das poucas organizações do mundo a ter a capacidade de desenvolver um modelo que rode nessa escala global e granular”, explicou Mary Glackin, vice-presidente sênior de parcerias da The Weather Company.

Oferece projeções rápidas e de curto prazo

A ferramenta é tão maleável que pode ajudar em alertas meteorológicos urgentes ou mesmo alimentar a operação de drones de entrega e carros autônomos. Uma das forças dessa empreitada é o fato de a IBM ter feito os modelos elaborados pela NCAR – chamados de MPAS – rodarem de forma ultraeficiente em computadores mais velozes. Isso deve agilizar o trabalho de agências meteorológicas ao oferecer projeções rápidas e de curto prazo para eventos climáticos como chuvas torrenciais e tempestades com relâmpagos.

Parceria público-privada?

Como uma operação nesses moldes pode bater de frente com iniciativas semelhantes de entidades internacionais e do próprio governo norte-americano, a IBM fez questão de explicar não se trata de uma competição, mas sim da demonstração de recursos que podem ser utilizados futuramente por todos. Com a gestão Trump propondo cortes nos fundos para o principal órgão meteorológico dos EUA, essa pode ser uma ajuda muito bem-vinda para que o país volte a ter um sistema público de previsão climática mais competente.

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