A IBM está promovendo neste mês o “Novembro Tech”, e o evento mais importante dessa iniciativa é o hackathon BlueHack, que deve envolver cerca de 500 pessoas das mais variadas áreas competindo em quatro desafios diferentes. Segundo a empresa, este é o maior hackathon do Brasil e da América Latina e vai acontecer neste fim de semana, entre 5 e 6 de novembro, em São Paulo.

O TecMundo publicou recentemente uma lista com alguns bons motivos para participar de um hackathon. Essa mesma publicação ajuda você a entender melhor como funcionam essas competições, além de explicar que profissionais e estudantes de várias áreas — não só programadores de designers — podem participar de equipes.

No caso do BlueHack, a ideia é que os competidores utilizem a suíte de APIs Bluemix da IBM para construir soluções para os desafios. Falando nisso, confira as quatro competições desse hackathon:

  • Desafio Ingram de Cognitive Computing: As equipes devem construir aplicações criativas, inéditas e que causem real impacto na sociedade, baseadas em computação cognitiva e utilizando a plataforma de desenvolvimento na nuvem IBM Bluemix.
  • Digital Next Marketplaces: O desafio consiste em colocar os participantes para pensar em aplicações, dispositivos, processos e formas de melhorar as experiências de compra realizadas pelo portal IBMMarketPlace.
  • DOW de Agricultura Urbana: Os “makers” envolvidos neste desafio devem, a partir da proposta de cultivar tomates, trazer modelos inovadores de negócios, ideias, aplicativos, sensores, soluções para insumos e sementes e tudo o mais que garanta uma produção de tomates de forma segura e eficiente, em um ambiente urbano e controlado.
  • AngelHack Lady Problems: O propósito desse desafio será criar tecnologias que irão endereçar as dificuldades para o empreendedorismo feminino. Mulheres e homens trabalharão juntos por 24 horas no esforço de desenvolver soluções criativas, divididas em quatro grandes temas: saúde, segurança, finanças e cultura.

Entre as APIs que os competidores terão à disposição na suíte Bluemix, várias são parte do Watson, o supercomputador inteligente da IBM que pode ser utilizado para uma infinidade de coisas, desde de a programação de promoções para lojas de sapatos até o diagnóstico de tipos raros de câncer.

Watson

Marco Lucio Leitenski, diretor regional da IBM para o Paraná e Santa Catarina, contou ao TecMundo que as ferramentas do Bluemix estão sendo utilizadas em uma série de aplicações no Brasil e no mundo.

O diagnóstico do Watson para essa senhora foi para um tipo raro de câncer

Houve um caso específico no Japão em que uma senhora de idade foi diagnosticada com certo tipo de câncer. Ela fez o tratamento recomendado pelos médicos, mas não havia nenhuma melhora. Depois, as imagens de suas ressonâncias magnéticas foram analisadas por uma aplicação que usava o Watson. Essa ferramenta já tinha um banco de informações robusto sobre câncer e era capaz de diferenciar as enfermidades em detalhes que médicos talvez poderiam deixar passar.

O diagnóstico do Watson para essa senhora foi para um tipo raro de câncer, similar ao que o médico anterior tinha informado. A aplicação então sugeriu uma nova forma de tratamento, que funcionou perfeitamente bem. “O médico japonês envolvido com essa aplicação esteve no último evento World of Watson em Los Angeles e contou essa história. Ele disse que a mulher ficou completamente curada”, afirmou Leitenski.

Marco Lucio Leitenski, diretor regional da IBM para o Paraná e Santa Catarina

O Bradesco está usando a tecnologia da IBM para diminuir o tempo de atendimento do cliente

Esse supercomputador pode ser utilizado também por grandes empresas para fins mais específicos. O Bradesco, por exemplo, está usando a tecnologia da IBM para diminuir o tempo de atendimento do cliente.

Eles deram todos os processos do banco para uma aplicação do Watson, e o computador “aprendeu” a lidar com tudo aquilo. Agora, os atendentes das agências usam uma interface de chat e perguntam à aplicação o que o cliente deseja fazer, e a plataforma informa quais procedimentos devem ser seguidos no sistema interno. O banco espera implementar uma versão similar dessa ferramenta no autoatendimento em algum tempo.

Contudo, não é preciso ser uma grande empresa para aproveitar o poder cognitivo e de processamento de linguagem do Watson. Todas as APIs do Bluemix podem ser usadas sem custo por 30 dias, e muitas só geram taxas depois que o pequeno empreendedor ultrapassa uma certa quantidade de uso mensal. Se a demanda for pequena, ele pode construir seu negócio com uma ferramenta avançada sem pagar nada por isso. “Isso democratiza o acesso à tecnologia e a competitividade”, comentou Leitenski.

Você pode conferir mais informações sobre o hackathon BlueHack aqui.

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