A HPE — divisão empresarial da HP — acaba de apresentar um protótipo totalmente funcional de uma nova arquitetura computacional capaz de utilizar os dispositivos memória para acelerar o poder de processamento dos sistemas de Big Data e servidores corporativos.

Este sistema está sendo chamado de "The Machine" (A Máquina) e se espera que seja possível colocá-lo no mercado até 2019. O grande trunfo deste computador está na utilização conjunta de chips fotônicos e memória endereçada ao processamento; sendo que tudo isso trabalha junto com tecnologias já disponíveis no mercado. 

O conceito da "The Machine"  já havia sido apresentado pela HP em 2014, mas somente agora o dispositivo funcional conseguiu ser demonstrado. 

Tecnologia de ponta

Esta nova técnica de computação é conhecida como "memory-driven computing" (ou "Computação Dirigida por Memória"). Ela é audaciosa, pois tenta unir processamento e armazenamento volátil e não volátil em estruturas muito mais integradas do que as vistas em computadores comuns.

No caso da The Machine da HP, os nós de processos acessam a memória com muita velocidade, sendo que parte dessa rapidez é conseguida graças às comunicações ópticas (fotônicas) nos módulos. A HP ainda diz que o sistema pode usar a memória persistente em outros nós (também via fotônicos), resultando em centenas de terabytes de memória acessível.  

Com esse hardware inovador e com sistema operacional/aplicativos otimizados, é possível fazer com que o computador possa  aproveitar o máximo dessa memória, que é disponibilizada em altíssimas quantidades. Ou seja: teríamos altíssimas velocidades.

Como o ExtremeTech nos conta, um dos grandes destaques fica com o módulo fotônico X1, que é capaz de transferir dados com até 1,2 Tbps e em até 50 metros de distância — sendo que outros módulos conseguem chegar aos 50 quilômetros com velocidade de 200 Gbps. Quando reduzimos isso ao espaço de um computador, dá pra imaginar o poder oferecido, não é mesmo?

Agora, o maior objetivo da HP está em criar um sistema em que a memória não-volátil possa ser usada como DRAM — com mesmo poder e menos consumo. Caso isso se mostre possível, a arquitetura poderia ter uma integração ainda mais completa e veloz para realizar a interação das informações quase instantaneamente.

Elite do Big Data?

A HP planeja oferecer as capacidades do sistema com quantidades ainda maiores de memória não-volátil — para que isso possa ser compartilhado em outros dispositivos que exigem alta frequência de processamento e alta densidade de memória, como grandes centrais de Big Data.

Grandes servidores baseados na The Machine não vão chegar ao mercado todas as tecnologias de última geração, mas há grandes possibilidades de que vejamos uma evolução dos sistemas junto com a evolução das próprias tecnologias — incluindo memristores, que também estão nos planos da HP. Será que algum dia a nova arquitetura da HP pode se tornar a elite do Big Data?

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Você acredita que tecnologias como memristores e chips fotônicos podem ser o futuro da tecnologia?

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