Justificando a baixa participação atual da Microsoft no mundo dos smartphones, o inventor do HoloLens, Alex Kipman, faz uma previsão polêmica: os celulares já estão mortos, só falta percebermos isso. Segundo ele, dispositivos que utilizam sistemas que misturam diferentes tipos de realidade devem substituir aparelhos do tipo em um futuro próximo.

Embora seja fácil imaginar um futuro no qual dispositivos vestíveis sejam mais integrados ao cotidiano, a declaração de Kipman deve demorar um bom tempo para se tornar verdadeira. Somente em 2017, pelo menos 1,5 bilhão de smartphones devem ser enviados às lojas de todo o mundo — e não há indícios de que esse mercado esteja “esfriando”.

Ainda vai demorar um tempo considerável até que dispositivos vestíveis ofereçam uma experiência de uso realmente completa

Conforme aponta o repórter Bryan Clark, a “morte dos celulares” é algo que deve levar décadas para acontecer. Isso porque ainda vai demorar um tempo considerável até que dispositivos vestíveis ofereçam uma experiência de uso realmente completa e intuitiva — até lá, devemos esperar muitas iterações que servem mais como um complemento a smartphones do que como seus substitutos.

Também é preciso que haja uma transformação nos hábitos do público para que esse futuro se torne verdade: não é exatamente fácil convencer pessoas acostumadas a usar smartphones a trocá-los por um capacete ou um visor. E você, o que pensa sobre isso? Acredita que os celulares realmente estão mortos ou pensa que a previsão de Kipman é exagerada?

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