Se você tem uma HDTV, é bem provável que utilize cabos HDMI para ligar o aparelho a computadores, consoles de vídeo game, centrais de mídia e outros dispositivos para a reprodução de áudio e vídeo. Mas você sabia que ao longo dos anos, muitas modificações foram feitas nesses produtos? Já tinha ouvido falar que existem versões diferentes desses cabos?

Isso mesmo... Os padrões fazem parte de protocolos oficiais de um consórcio e podem passar por atualizações para que ofereçam mais recursos aos consumidores — sendo que isso deve ser aprovado e padronizado para que todos os fabricantes consigam fornecer as mesmas capacidades. E isso pode ser visto pelo número que está ao lado do “HDMI” nas embalagens, por exemplo.

Mas o que varia entre um cabo HDMI 1.0, 1.3 ou 2.0? Quais são as funcionalidades que foram adicionadas no decorrer do tempo para eles? É o que você vai descobrir hoje, pois acabamos de separar as principais diferenças entre cada versão deste protocolo tão importante para a reprodução dos conteúdos multimídia.

2002: quando tudo começou

Em dezembro de 2002, a primeira versão do padrão HDMi foi publicada e começaram a surgir os primeiros cabos desse tipo. Muito diferente do que acontece hoje, na época estes sistemas podiam apenas transferir áudio e vídeo digital, sendo que o limite de resolução era de 1920x1080 pixels em frequências de 60 Hz — nada de DVD-áudio e nada de controles adicionais.

Foi somente em 2004 que o padrão foi atualizado para oferecer suporte ao DVD-Áudio, mas o protocolo ainda não era mercadológico o bastante para fazer com que houvesse uma grande mobilização dos fabricantes e dos consumidores. No ano seguinte foi estabelecida a versão 1.2, que é considerada a primeira a conseguir sucesso comercial em escala global.

1.2: mais cores nas reproduções

Com o HDMI 1.2, os fabricantes puderam levar as conexões para computadores e isso foi um dos grandes motivos pelos quais a tecnologia passou a se popularizar — sendo então o fim da hegemonia dos conectores VGA nos notebook, por exemplo. Uma das maiores diferenças nesse padrão estava na profundidade de cores oferecida, que apesar de permanecer com os 24 bits da versão anterior, trazia melhor qualidade no quesito.

  • Lançamento: agosto de 2005
  • Frequência máxima: 165 MHz
  • TMDS máximo por canal: 1,65 Gbit/s
  • TMDS máximo total: 4,95 Gbit/s
  • Saída máxima de vídeo: 3,96 Gbit/s
  • Saída máxima de áudio: 36,86 Gbit/s
  • Profundidade máxima de cor: pixel de 24 bits
  • Resolução máxima: 1920x1200 pixels
  • Diferencial da versão: profundidade de cor

1.3: a hora do áudio de qualidade

Em 2006, surgiu a versão do HDMI que mais fez sucesso em todo o mundo. Parte disso se deve às altas capacidades que foram aplicadas ao padrão, que naquele momento tinha as bandas ampliadas para dar mais velocidade nas transferências e elevar profundidade de cor e resoluções máximas — o que ajudou na levada dele às placas de vídeo mais avançadas.

Mais do que isso, também houve uma grande preocupação com os sistemas de Home Theaters. Levando mais formatos de áudio sem perdas e se preocupando com suportes para os sistemas Dolby e DTS, o HDMI 1.3 garantiu excelentes possibilidades para os amantes de Home Cinema e outros apaixonados por áudio e vídeo com alta fidelidade. Outra grande vantagem da versão estava na sincronização automática de áudio e vídeo.

  • Lançamento: junho de 2006
  • Frequência máxima: 340 MHz
  • TMDS máximo por canal: 3,40 Gbit/s
  • TMDS máximo total: 10,2 Gbit/s
  • Saída máxima de vídeo: 8,16 Gbit/s
  • Saída máxima de áudio: 36,86 Gbit/s
  • Profundidade máxima de cor: pixel de 48 bits
  • Resolução máxima: 2560x1600 pixels
  • Diferencial da versão: áudio DTS-HD/ áudio Dolby TrueHD; lip-sync automático

1.4: e o 3D começa a aparecer

No final da década passada, começaram a ser criados muitos conteúdos em 3D nas produtoras de cinema e isso foi levado também para os games. Mas naquele momento, os televisores não possuíam muito suporte ao 3D de alta qualidade, pois as frequências de transmissão ainda não ofereciam velocidade de atualização suficiente para isso.

Foi com a chegada do HDMI 1.4 que isso começou a mudar, pois o padrão já permitia que resoluções Full HD fossem mostradas em 120 Hz ou 60 Hz para o modo 3D — lembrando que duas imagens são geradas nesse caso. Reduzindo ainda mais as taxas de frequência até os 30 Hz, era possível até mesmo reproduzir vídeos em 4K.

Também podemos citar o “canal de retorno de áudio” como uma das novidades mais interessantes. Essa tecnologia permitia que o sinal sonoro fosse enviado dos televisores para os receivers, por exemplo, eliminando a necessidade cabos adicionais.  Por fim, também foi adicionado um canal Ethernet para ampliar as capacidades de conexão de televisores com a internet e o HDMI 1.4 passou a fornecer energia pelos conectores.

  • Lançamento: maio de 2009
  • Frequência máxima: 340 MHz
  • TMDS máximo por canal: 3,40 Gbit/s
  • TMDS máximo total: 10,2 Gbit/s
  • Saída máxima de vídeo: 8,16 Gbit/s
  • Saída máxima de áudio: 36,86 Gbit/s
  • Profundidade máxima de cor: pixel de 48 bits
  • Resolução máxima: 4096x2160 pixels
  • Diferencial da versão: suporte ao 3D; 4K em 30 Hz; Full HD em 120 Hz; canal de retorno de áudio; canal ethernet.

2.0: a era do 4K

Na versão 1.4, o HDMI já trazia suporte para transmissão de vídeo em 4K, mas somente com a 2.0 é que isso passa a ser viável com frequências mais interessantes. A nova versão trouxe um aumento da taxa de atualização para 60 Hz em 4K — o que garante também melhorias no 3D e nas transmissões comuns para computadores e televisores com resoluções um pouco mais baixas.

Mais do que isso, também foi trazido o suporte para áudio digital em 32 canais separados — o que também deve representar avanços para os criadores de conteúdo e fabricantes de sistemas de áudio Hi-Fi. Tudo isso também vem acompanhado de muito mais velocidade nas transmissões de dados nos conteúdos multimídia.

  • Lançamento: setembro de 2013
  • Frequência máxima: 600 MHz
  • TMDS máximo por canal: 6 Gbit/s
  • TMDS máximo total: 18 Gbit/s
  • Saída máxima de vídeo: 14,4 Gbit/s
  • Saída máxima de áudio: 49,15 Gbit/s
  • Profundidade máxima de cor: pixel de 48 bits
  • Resolução máxima: 4096x2160 pixels
  • Diferenciais da versão: 4K em 60 Hz; áudio digital em 32 canais; fluxo duplo para vídeo; fluxo quadruplo para áudio; proporção de vídeo de 21:9.

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Essas são as principais diferenças vistas nos padrões HDMI que foram lançados nos últimos anos. Você já conhecia todos os detalhes apresentados aqui? O que será que ainda será lançado nos padrões que serão apresentados nos próximos anos?

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