Faz um tempo que as tradicionais câmeras Polaroid disseram adeus ao mercado. O grande atrativo delas era justamente imprimir fotos instantaneamente depois de tiradas, sem precisar de revelação. Agora, grande parte das câmeras digitais já permite visualização das fotos tiradas no mesmo instante, tornando essa necessidade de vê-laso no mesmo momento um pouco obsoleta.

Mas uma coisa que as câmeras digitais não fazem e as polaróides faziam e a revelação de fotos permite é a conservação da memória em um meio físico. Muitas famílias se divertem vendo álbuns de fotografias e relembrando os momentos do passado. Atualmente, graças às câmeras digitais e a possibilidade de impressão caseira em resolução menor, a demanda por revelação e impressão profissional de imagens caiu, encarecendo o processo.

Punch: uma maneira barata para eternizar sua memória.Foi pensando na necessidade de preservar as fotos em um meio físico não digital e no custo de impressão das mesmas que o estadunidense Matty Wyatt Martin desenvolveu a máquina Punch, uma máquina digital diferente, para imprimir na hora as imagens tiradas.

Como Funciona

A idéia de Martin era permitir a materialização da imagem instantaneamente, preservando o momento, levando em consideração o custo do processo. Ele então desenvolveu um sistema que cria furos em qualquer pedaço de papel, imitando as imagens pontilhadas. Quanto maior o furo, mais escura fica a imagem.

Inicialmente a câmera teria o tamanho de uma carteira, com um visualizador das imagens tiradas. Ela funcionaria como uma digital tradicional, guardando as fotos em sua memória. Depois seria possível escolher a imagem preferida, alterar a qualidade da mesma, deixá-la em tons de cinza, colocar um papel em seu sistema e literalmente dar um soco na câmera para que essa pressão fizesse os furos necessários no papel. Por isso seu nome: Punch, em inglês, quer dizer literalmente “Soco”.

Com o desenvolvimento mais aprimorado de seu projeto, atualmente a câmera tem um tamanho muito mais reduzido e ela funciona a partir de uma chave. Tira-se a imagem que já é capturada na resolução da impressão. Coloca-se então um papel qualquer, que pode ser uma folha de caderno, um bilhete ou cartão de visitas, gira-se essa chave e a máquina vai produzindo os furos necessários para realizar a impressão.

Basta girar a chave para imprimir a imagem em qualquer papel.

Memória ou qualidade?

A idéia de Martin não é ter imagens em alta resolução, mas sim preservar a memória daquele momento de forma física. Ele imagina um cenário onde você encontrar uma pessoa, tira uma foto com ela e pode imprimir em uma folha de papel várias dessas imagens para que todos possam recordar e ter consigo esse momento. Também é possível causar uma boa impressão do momento em um encontro de negócios, pois uma imagem tirada com um cliente ou possível contato profissional pode ser impresso no cartão de visitas.

A imagem da Punch é em baixa resolução: quanto mais longe, mas nítida.

O Punch não oferece imagens em alta resolução ou imagens em cores. A idéia de cor é trazida pelos furos no papel que oferecem uma idéia de preto. Imprimir uma imagem dessas em um papel branco e colocá-la sobre um fundo preto apresenta melhor a qualidade real da imagem. A máquina tem furadores em vários tamanhos, para trazer a ilusão de tonalidades de cinza. Visto a uma distância, uma imagem dessas teria a resolução de uma imagem simples em preto e branco.

A idéia dessa câmera é dar preferência à memória afetiva de um momento ao invés da qualidade da imagem. Tudo isso a um custo praticamente zero. Qualquer papel pode ser usado, sem necessidade de marcas ou produtos especiais. Também não é necessário cartuchos ou nenhum outro dispositivo especial para isso, bastando girar a chave. Toda energia necessária para o processo é produzida ao girar essa chave.

Será que esta máquina terá seu lugar no mercado?Conclusão

Para quem busca imagens em alta qualidade, vale mais a pena permanecer com ou buscar as novas câmeras digitais ou as antigas fotográficas de filme. Mas quem busca eternizar um momento, uma memória ou uma ocasião única, a Punch oferece isso de forma fácil e barata. E as possibilidades de uso da câmera são várias.

Sair uma tarde com alguém especial e poder eternizar o momento em um bilhete, ou aproveitar a oportunidade de alguém lembrar o seu rosto no cartão de visitas ou fazer brincadeiras utilizando as imagens recortadas com luz e sombra: para fazer isso e muito mais, basta imaginação. Talvez o uso dessa câmera retome um pouco da necessidade afetiva de se ter em mãos a imagem física para se recordar o evento, sem precisar vê-la em um display digital ou gastar para revelá-la em papel fotográfico.

Ainda não existem previsões de lançamento mundial, preço de venda ou disponibilidade de mercado. Mas se você gostou da ideia, pode visitar o site do desenvolvedor http://coroflot.com/mattywyattmartin e deixar o seu apoio ao projeto.

O que você achou da Punch? Acha a idéia de uma impressão assim interessante ou viável? Será que esse projeto pode fazer sucesso? Deixe aqui sua opinião e participe da discussão!

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