Componentes que utilizam o mínimo possível de energia ainda são o grande desejo das desenvolvedoras de eletrônicos. Mesmo com avanços frequentes nessa área, as buscas por maneiras de fazer as baterias durarem mais continuam a todo o vapor.

(Fonte da imagem: Berkley Labs)

A mais nova novidade nessa área foi divulgada por pesquisadores da Virginia Commonwealth University, nos Estados Unidos. Segundo eles, é possível criar um circuito que precise de tão pouca energia que ele poderia ser carregado pelo ambiente, por exemplo, o próprio corpo humano.

Para alcançar um uso tão baixo de energia, os pesquisadores utilizam uma tecnologia conhecida como “spintronic”. Nela, em vez do uso de 0s e 1s da linguagem binária, o sistema reconhece o próprio giro dos elétrons (para cima ou para baixo) para armazenar dados. A mudança de direção pode ser feita através de um dispositivo magnético que usa quase nenhuma energia.

Essa energia inicial, que possibilitaria ao circuito funcionar em velocidades de processamento usáveis, é pequena a ponto de poder ser criada simplesmente através do atrito acumulado mecanicamente. Ou seja, o corpo humano seria mais do que capaz de criar a energia necessária para o funcionamento do sistema.

Aparentemente, existem diversas ocasiões em que tal sistema poderia ser utilizado, como lugares onde uma fonte de energia externa não existe ou em locais nos quais uma queda de energia seria desastrosa.

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