Você já deve ter visto as especificações do seu computador ou de algum que estava pensando em comprar, não é mesmo? Quando chegamos aos HDs usados nas máquinas, é comum que observemos apenas a capacidade de armazenamento deles, mas existe outro detalhe que também precisa ser levado em consideração. Estamos falando da velocidade dos discos...

Pois é, existem HDs com diversas velocidades para a leitura e para a gravação de dados em seus clusters — algo que está diretamente ligado às rotações por minuto que são oferecidas pelo dispositivo. Você sabe diferenciar os modelos que podem ser encontrados no mercado atualmente? Confira um rápido comparativo e não tenha mais dúvidas na hora de equipar seu PC novo!

O que é um HD comum?

Os HDs comuns são aqueles discos de armazenamento que nós já vemos em nossos computadores há vários anos. Ao longo das últimas décadas, tiveram uma grande redução em seus preços e hoje podem ser encontrados com valores acessíveis — mesmo com grandes capacidades. Também fazem parte de um segmento de alta confiança e estabilidade na tecnologia.

Já existem alguns discos rígidos com cerca de 10.000 RPM, mas a grande maioria dos modelos fica entre os 5.400 e 7.200 RPM — sendo este segundo o padrão com melhor relação custo-benefício em grande parte dos casos. Alguns dos dispositivos desse tipo ficam com velocidades de leitura e gravação próximos dos 200 MB/s, mas grande parte não chega aos 150 MB/s.

É preciso ter em mente que os HDs de hoje são criados com uma tecnologia relativamente antiga. Apesar de haver uma evolução bem visível no que diz respeito às capacidades de armazenamento e às interfaces de transferência — IDE, SATA e SATA II —, o mecanismo de armazenamento ainda é o mesmo.

O que muda nos discos de alta velocidade?

HDs de alta velocidade geralmente usados em servidores oferecem a mesma tecnologia de armazenamento dos drives usados em seu computador doméstico. O que vai diferenciar esses modelos são a velocidade de rotação e a interface de transferência dos dados. Enquanto os HDs comuns não passam dos 7.200 RPM (salvo raras exceções), os discos de alta velocidade podem chegar aos 15.000 RPM.

Por fim, o padrão de interface de discos desse tipo não é o mesmo dos PCs domésticos, pois demanda mais confiabilidade. Por isso, os fabricantes optam pela utilização das interfaces SAS (Serial Attached SCSI), que oferecem mais velocidade, controle de erros mais eficaz e suporte a maiores distâncias de transmissão — sendo ideal para grandes servidores.

Apesar disso tudo, os HDs de alta velocidade não contam com a velocidade de gravação e leitura tão alta quanto você pode estar imaginando. Alguns modelos prometem até 500 MB/s para a troca de dados, mas os resultados mais comuns ficam perto dos 450 MB/s para leitura e dos 350 MB/s para a gravação.

E os SSDs?

Um tipo de drive de armazenamento que vem crescendo muito no mercado é o SSD, que oferece muito mais velocidade aos consumidores — sendo uma excelente opção para quem quer aliar portabilidade a rapidez nos computadores. Sem depender de partes mecânicas em suas estruturas, os SSDs trabalham com memória Flash e conseguem uma série de vantagens sobre os HDs.

Os modelos mais simples do mercado chegam aos 550 MB/s para leitura e gravação — valor que só é conseguido nos HDs de alto custo criados para servidores —, sendo que já existem opções mais avançadas que chegam aos 2.000 MB/s sem grandes esforços. Não há como negar que o SSD é a melhor opção para PCs domésticos, sendo que a adesão maior a eles depende apenas da redução nos valores.

Qual é o melhor esquema possível?

Se você tivesse que escolher um tipo de drive para instalar em seu computador para ter o melhor desempenho possível, não há dúvidas de que a melhor opção é o SSD — por velocidade, por estabilidade em portáteis e por segurança. Porém, existe outra forma de utilização que é ainda mais interessante para os gamers e outros consumidores que precisam de muito espaço.

Utilizando um SSD de dimensões mais reduzidas (cerca de 120 GB), você pode usar o drive para a instalação do sistema operacional e seus drivers — que é o que mais exige dos computadores. Além disso, o uso de HDs com 1 TB ou 2 TB pode ser mais do que suficiente para a instalação de games e outros softwares, além do armazenamento de arquivos.

Não confunda com armazenamento híbrido

É importante não confundir o “uso de dois discos” com o “uso de discos híbridos”. Esse segundo item é referente a drives que mesclam o armazenamento comum de HDs com memória Flash de SSDs para prometer mais velocidade. Infelizmente, as dimensões geralmente são reduzidas e não permitem a instalação de um sistema operacional com a folga necessária para mantê-lo estável. Ou seja: geralmente não é uma boa ideia para os consumidores mais exigentes.

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