O mercado de telefonia brasileiro está operando a plenos vapores, agregando serviços e oferecendo todo tipo de planos para seus consumidores em disputas acirradas pelo público. Porém, nas esferas mais altas dos negócios, a coisa está ainda mais quente, principalmente com o recente leilão pela GVT. Na quinta-feira (28), a Vivendi, dona da GVT, finalmente anunciou que entraria em negociações exclusivas com a Telefónica, descartando a proposta feita pela Telecom Italia.

A empresa que controla a Telefônica e a Vivo no Brasil ofereceu uma quantia substancial de dinheiro, enquanto a dona da TIM havia sugerido um acordo envolvendo ações das suas filiadas. Segundo a francesa Vivendi, a negociação com a companhia espanhola foi mais atraente e alinhada com os interesses financeiros da empresa.

Com a possível aquisição, a Telefónica ficaria acima de sua principal concorrente, o grupo América Móvil – que controla a Embratel, a NET e a Claro –, com 101,5 milhões de usuários contra 96,6 milhões do conglomerado mexicano. Além disso, a gigante espanhola cresceria nos setores de telefonia fixa e banda larga, emparelhando em ambos os mercados com a Oi.

Leilão e mais negócios

A exclusividade de negociações entre Telefónica e Vivendi se estenderá por três meses, para que as empresas possam acertar todos os detalhes da transação envolvendo a GVT. Com tudo fechado, ainda será necessária a aprovação por parte do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que podem inclusive propor mudanças antes que o negócio seja concluído.

Tudo isso ocorre há apenas um mês da data do leilão do 4G na faixa de 700 MHz, anunciado pela Anatel no dia 21 de agosto e que ocorrerá em 30 de setembro. A GVT já se pronunciou, dizendo que não participará da disputa pelos lotes disponíveis.

Além disso, a própria TIM começará a ser disputada em breve, com a Oi contratando o banco BTG Pactual para fazer uma oferta pela empresa. Com essa abertura, Claro e Vivo também entrariam na operação, fazendo com que a Tim seja dividida entre as três concorrentes. Assim, o domínio do mercado de telefonia celular no Brasil tende a ficar ainda mais concentrado na mão das grandes do setor.

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