Os estudos do físico Joseph Fourier resultaram em uma lei com o seu próprio sobrenome e que rege as pesquisas relacionadas à condução de calor. Isso porque ele concluiu que a condutividade é uma propriedade intrínseca de qualquer material, de modo que ela não muda com uma quantidade maior ou menor daquilo que é analisado.

Contudo, pesquisadores alemães do Instituto Max Planck para Pesquisas de Polímeros — também conhecido pela sigla MPI-P — afirmaram que o grafeno não obedece à Lei de Fourier. De acordo com o que eles divulgaram, quanto maior a quantidade deste material, mais calor pode ser absorvido por ele.

Um passo que pode ser realmente grande

Os pesquisadores chegaram à conclusão citada acima através de simulações digitais e em uma escala micrométrica. Sobre o assunto, um dos envolvidos no projeto, Davide Donadio, afirmou que: “Agora, todas as medidas experimentais anteriores de condutividade termal do grafeno precisam ser reinterpretadas. O conceito de condutividade termal como propriedade intrínseca não se aplica ao grafeno, ao menos em micrômetros”.

Por conta de tudo isso, o grafeno é virtualmente capaz de absorver quantidades ilimitadas de calor, característica realmente espantosa para qualquer material. Além disso, essa descoberta pode construir o futuro da engenharia eletrônica, pois o grafeno poderia ser usado em circuitos de auto-resfriamento, resultando em um avanço realmente grande para a tecnologia em geral.

Para que isso aconteça, o grafeno pode ser utilizado de diferentes formas, como fazendo parte da estrutura de aparelhos e chips, por exemplo. No entanto, somente o tempo vai responder qual vai ser a solução encontrada pelos cientistas.

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