Reprodução de uma folha de grafeno (Fonte da imagem: Reprodução/Universidade de Manchester)

Quando se fala em tecnologias do futuro, o grafeno sempre aparece como um dos principais personagens dessa evolução.

O material já foi abordado por nós diversas vezes, afinal de contas universidades, laboratórios e empresas do mundo todo investem bastante nas pesquisas a esse respeito. Nós, inclusive, já fizemos alguns artigos muito interessantes, como o que explica quais são as esperanças dos cientistas quanto ao futuro do material e como o grafeno poderá ser aproveitado para “mudar o mundo”.

No entanto, ainda há muitas dificuldades no desenvolvimento do material – como a sua inconstância na hora de trabalhar como um condutor elétrico. Segundo alguns pesquisadores, como o grafeno não é um semicondutor “por si só”, ele ainda apresenta quedas de corrente bastante frequentes.

Isso, no entanto, pode estar sendo contornado por alguns cientistas. Segundo apurou o ARS Technica, uma pesquisa conseguiu operar testes com o grafeno a 1,28 GHz – uma grande evolução se comparada com estudos anteriores.

Criando circuitos

Para realizar tal avaliação, foram aproveitados os chamados “ring oscillators”, uma classe de circuitos que até chega a ser utilizada em alguns eletrônicos, mas que é mais usada para a realização de testes de desempenho para se descobrir os limites de alguma tecnologia digital.

Circuito atingiu marca importante (Fonte da imagem: Reprodução/ACS Publications)

Apesar de a marca de 1,28 GHz não ser tão relevante se comparada aos atuais sistemas de silício, os cientistas salientam uma grande evolução nesse sentido, principalmente porque este foi um dos primeiros estudos a conseguir utilizar um desses osciladores criado totalmente com base no grafeno.

Outro ponto comemorado pelos cientistas foi o fato de que a flutuação na voltagem de entrada não afetou tanto a performance do circuito, apresentando-se aproximadamente sete vezes menor do que aquela vista nos utilizados atualmente (os de silício).

Em contrapartida, a velocidade atingida pelo grafeno foi limitada pela resistência interna e também pela oscilação de corrente – problemas já enfrentados nos circuitos atuais e que os cientistas esperam que, um dia, o grafeno venha a superar. Segundo o estudo, se um dia isso acontecer, os circuitos criados com base no grafeno poderão atingir centenas de GHz.

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