(Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Pesquisadores da Universidade da Califórnia criaram o primeiro fone de ouvido de grafeno da história. Mesmo em estado de protótipo e sem nenhuma otimização, a qualidade do som produzido pelo dispositivo é impressionante. Isso é possível graças às propriedades físicas e elétricas do material, que permite frequências com respostas comparáveis — ou melhores — que os melhores fones de ouvido disponíveis no mercado atualmente.

Um alto-falante comum funciona (na maioria das vezes) com a vibração de um diafragma (ou cone) de papel. A movimentação desse objeto faz com que ele movimente o ar e produza o som, que varia dependendo da frequência. A qualidade de um bom alto-falante se dá pela capacidade de produzir qualquer frequência — baixa ou alta — com fidelidade.

O diafragma de grafeno desenvolvido pelos pesquisadores possui apenas 30 nanômetros de espessura. Ele fica preso entre dois eletrodos de silício que permitem a vibração do material para a produção do som. A novidade é que esse material, mesmo sendo incrivelmente leve e fino, é extremamente forte e resistente, permitindo que ele não perca a sua capacidade de reproduzir o som com fidelidade.

Mais fidelidade e menos consumo energético

Outra vantagem proporcionada pelas dimensões desse diafragma é que, como ele é leve e muito resistente, não precisa ser “amortecido” como acontece com os modelos tradicionais. Dessa maneira, ele pode ser muito mais eficiente energeticamente — algo muito importante quando tratamos de sistemas de som para smartphones e tablets.

Mesmo com um modelo de fone de ouvido completamente rústico, os pesquisadores conseguiram resultados de incrível fidelidade, superior aos modelos tradicionais que possuem décadas de desenvolvimento. O próximo passo é justamente otimizar o modelo para criar diafragmas maiores e, quem sabe, construir alto-falantes maiores com o material.

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