O grafeno é visto por muita gente como uma das maiores invenções científicas dos últimos tempos. Trata-se de um material muito leve, fino, transparente e mais resistente do que o aço — além disso, ele é um excelente condutor de calor e eletricidade, o que o torna perfeito para a fabricação de semicondutores (ou seja, chips para eletrônicos). Não é à toa que cientistas preveem a substituição do silício por grafeno em um futuro próximo.

O que você provavelmente não sabe é o quão difícil é produzir grafeno em um laboratório. Assistindo ao vídeo abaixo (uma cortesia do canal Science Channel), você pode ter uma breve ideia sobre como funciona esse processo tão trabalhoso. Primeiramente, uma folha de cobre (protegida por uma cápsula) é trancada dentro de uma fornalha, e gás árgon é utilizado para retirar todo o oxigênio do recipiente.

Isso causa uma reação que deposita grafeno sobre o cobre. A folha recebe algumas gotas de plástico líquido e é posicionada em uma máquina capaz de girar a 3 mil rotações por minuto (com isso, o plástico se espalha pelo cobre e seca com agilidade). Agora é preciso separar o plástico com grafeno da folha metálica, aplicando o “sanduíche” na água com a ajuda de pinças elétricas (que criam bolhas no líquido para que o grafeno flutue).

Como se não fosse o suficiente, o material passa por uma série de soluções químicas que garantem a sua pureza antes de ser separado do plástico. O processo para aplicar o grafeno em um chip é igualmente complexo, envolvendo a proteção dos circuitos com ouro e a aplicação de outro gás para eliminar o excesso. O ouro, no fim das contas, é descartado, deixando somente o grafeno colado aos circuitos para transmitir eletricidade.

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