(Fonte da imagem: Divulgação/Sygic)

Uma das mais úteis “revoluções” trazidas pelos smartphones é a possibilidade de carregar no bolso uma combinação de sensores e tecnologias que indicam a sua localização, incluindo acelerômetros, mecanismos de conexão com a internet e o suporte para sinais de GPS.

Contudo, temos que admitir que o desempenho apresentado pelos celulares atuais não é perfeita. Mas a função de geolocalização dos futuros aparelhos pode ser aperfeiçoada graças a um estudo que está sendo desenvolvido por pesquisadores japoneses, o qual foi publicado no periódico científico Applied Physics Letters.

A pesquisa visa, grosso modo, adaptar um barômetro para smartphones. Originalmente, esse instrumento é usado para medir a pressão atmosférica, e é exatamente essa a aposta dos pesquisadores para criar um dispositivo que seja capaz de informar em qual andar de um edifício você está, por exemplo.

Como funciona

O sistema pensado por Nguyen Minh-Dung e seus colegas coloca um cantilever (estrutura fixa apenas por uma de suas extremidades) minúsculo sobre a abertura de uma câmera igualmente pequena. Esse elemento não tem a intenção de vedar tal compartimento, mas sim funcionar como uma válvula sensível à pressão, diminuindo ou aumentando o fluxo de ar entre a câmara e o mudo exterior.

Foto de um barômetro "tradicional". (Fonte da imagem: Reprodução/Jcc_seveq)

Sempre que existir uma diferença de pressão entre esses dois ambientes, o cantilever se curva e ocasiona uma redução ou o aumento do fluxo de ar dentro do compartimento. Somando a isso um recurso de resistência elétrica e outro de calibração, o dispositivo poderia identificar se o seu portador está abaixo ou acima do nível do mar (que seria o estado igualitário das pressões externa e interna da câmara).

Durante os testes iniciais, os pesquisadores encontraram uma peculiaridade que não esperavam: ao invés de diminuir a sua precisão, a miniaturização do barômetro promoveu uma sensibilidade mais apurada das diferenças de pressão atmosférica. Porém, de acordo com os próprios pesquisadores, o tempo de resposta da localização ainda não está a contento, levando aproximadamente 20 segundos para retornar a sua posição.

A tecnologia ainda está longe de ficar pronta, sendo necessário um longo de período de aprimoramentos e experiências antes de disponibilizá-la para que as fabricantes a empreguem em seus smartphones. Aliás, o dispositivo seque é uma certeza de complemento para os sensores usados hoje, mas possui um grande potencial de utilidade.

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