Em junho, a Google trouxe seu ambicioso projeto Loon para o Brasil: em duas semanas de testes realizados no Piauí, o balão com sinal LTE permitiu que estudantes de uma pequena escola pudessem ter acesso à internet durante suas aulas.

Provando que o balão de ar quente ainda está no escopo da companhia, a Google acaba de anunciar uma parceria com a agência espacial da França, a Centre National d’Études Spatiales (CNES, na abreviação). O trabalho em conjunto servirá para analisar melhor os dados obtidos durante os testes, assim como auxiliar na missão de levar internet de alta velocidade para áreas rurais e desprivilegiadas pelo mundo todo.

A CNES tem o segundo maior programa de balões estratosféricos do mundo, com uma equipe de 60 cientistas, ficando atrás apenas da NASA. A agência francesa está trabalhando nas pesquisas há 50 anos, com foco especial no buraco da camada de ozônio logo acima da Antártica — a Google, em contrapartida, promete ajudar a CNES na missão, em troca do apoio da empresa.

Marc Pircher, diretor da agência espacial, não acreditava muito na proposta da Google, no início. Em entrevista para a SpaceNews, Pircher informou que não achava que os resultados almejados pela gigante das buscas fossem realistas. O plano é lançar, no total, 100 mil balões pelo mundo, recuperando-os após a perda de ar quente e a queda.

No final, porém, Pircher apoiou o conceito e já adiantou que a CNES possui algumas ideias para diminuir em até dez vezes o custo do equipamento.

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