O Google News será descontinuado na Espanha a partir de 16 de dezembro por conta de uma lei relativa a propriedade intelectual que exigiria que a Google pagasse aos sites por publicar qualquer parte do conteúdo, mesmo que só o título, na página de notícias.

Como resultado, a Gigante das Buscas decidiu abandonar o serviço, já que ele não gera receita com a página de notícias por não mostrar propagandas, então gastar dinheiro com as taxas não seria viável. Além disso, a Google não mostrará mais websites espanhóis em nenhuma versão do News, mesmo para outros países de língua espanhola como os nossos vizinhos na América Latina.

Reviravolta

No último minuto, o mesmo lobby de agências de notícias que solicitou a lei para as autoridades espanholas parecem ter se arrependido do desejo. A Associação Espanhola de Editores de Jornais (AEDE) está pedindo agora para que o governo espanhol impeça que o Google News seja descontinuado no país.

A AEDE afirma que está aberta a negociações com a Google e que a intervenção do governo seria para “proteger os direitos dos cidadãos e das empresas”.

Em outros países

Esse tipo decisão não é novidade para a companhia. Em 2011 a Bélgica proibiu a divulgação de imagens e textos jornalísticos no agregador de notícias, mas acabou entrando em acordo no final de 2012.

Além disso, desde o ano passado a empresa precisou mudar a página de notícias referente à Alemanha e só pode reproduzir conteúdo dos veículos de comunicação com autorização prévia. E em outubro desse ano começou a mostrar apenas títulos e versões reduzidas de imagens. Contudo, o dono de uma rede de sites admitiu publicamente que apoiar a mudança foi um tiro no pé, pois isso diminuiu enormemente a quantidade de acessos.

Aqui no Brasil, a Associação Nacional dos Jornalistas recomenda desde 2011 que seus associados não permitam a veiculação de conteúdo no agregador de notícias a menos que o Gigante das Buscas comece a pagar pelo conteúdo.

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